Cover de Roberto Carlos que confundiu infarto com flatulência recebe alta em Florianópolis

Cover de Roberto Carlos recebeu alta em Florianópolis e gravou vídeo exclusivo ao portal ND Mais

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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cover de Roberto Carlos, conhecido em Florianópolis por suas apresentações no centro da cidade, recebeu alta nesta quinta-feira (11). Carlos Alberto Santos Pereira, de 67 anos, ficou internado por uma semana após confundir um infarto com flatulências.

Ele gravou um vídeo exclusivo ao portal ND Mais comemorando sua recuperação.

Cover de Roberto Carlos que confundiu infarto com flatulência recebe alta em FlorianópolisCover de Roberto Carlos recebe alta de hospital em Florianópolis e grava vídeo para o portal ND Mais – Foto: Reprodução

No vídeo, ele expressa sua gratidão: “Muito obrigado pelas orações de todo mundo. Sou muito grato.”

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Carlos Alberto conta que a situação teve início na última quarta-feira (4). “Estava cantando à tarde como sempre, ali na Alfândega. De repente, senti uma dor no peito que eu nunca tinha sentido na minha vida. A dor não passava, e eu pensei que fossem gases. Então, fui para casa umas 16h.”

Ao chegar em casa, o cantor deitou-se e descansou um pouco. No entanto, às 2h30, começou a sentir fortes dores no peito.

“Tomei um chá e comecei a suar frio. Minha cabeça começou a rodar e uma dor intensa me consumiu. Deitei no sofá e, por me sentir muito mal, fui até o hospital. Primeiramente, fui ao Hospital Universitário”, fala.

Após o primeiro tratamento, ele foi transferido para o Hospital de Caridade, referência no tratamento de problemas cardíacos em Florianópolis. Foi no Caridade que o cover do cantor Roberto Carlos descobriu que não era flatulência, mas sim um infarto.

“Fiz um ecocardiograma, e o médico me disse: ‘É Roberto, você é muito forte’,” fala com emoção.

Cover de Roberto Carlos comemora alta:

Cover de Roberto Carlos grava vídeo exclusivo para o portal ND Mais contando sobre sua alta hospitalar – Vídeo: Reprodução/Arquivo Pessoal/ND

É comum confundir infarto com flatulência?

A resposta é sim. Segundo o cardiologista Edilson de Castro, da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, é preciso observar a duração da dor.

“O tempo é um fator muito importante no que se refere à dor do infarto. Os sinais clássicos são dores prolongadas no peito superiores a 20 minutos, acompanhada de vômito, suor frio, fraqueza, palpitação e falta de ar”, detalha o médico.

Conforme orientação do cardiologista, é crucial considerar os fatores de risco ao pensar na prevenção do infarto.

Esta condição é mais prevalente em indivíduos de faixa etária mais avançada, assim como naqueles que apresentam hipertensão, diabetes, elevado nível de colesterol, são sedentários e enfrentam estresse.

O especialista destaca a importância de buscar socorro médico imediatamente em caso de dúvidas, enfatizando que a rapidez na resolução do quadro reduz as chances de sequelas.

O médico ressalta que o sexo e a faixa etária também desempenham papéis significativos quando se trata de infarto. Ele explica que, nas mulheres, os sintomas nem sempre se manifestam da mesma forma.

Para pessoas idosas e/ou diabéticas, sinais como falta de ar e pequenos desconfortos na região torácica devem ser monitorados de perto.

Observar os sinais do próprio corpo é crucial, conforme destaca o cardiologista, que também incentiva considerar problemas emocionais ou psicológicos que podem intensificar sintomas sugestivos de infarto.

Ele menciona a somatização, indicando que indivíduos ansiosos, excessivamente preocupados e estressados podem começar a sentir alguns sintomas de infarto.

No entanto, a avaliação desses sinais deve levar em conta o histórico familiar e os fatores de risco.

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