Covid-19: a situação dos cemitérios em Joinville na pandemia

Dos 11 cemitérios municipais, dois não têm mais terrenos disponíveis para sepultamentos

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Redação ND Joinville

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Em 2020, foram 3.712 sepultamentos em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Destes, 1.365 envolvem, de alguma maneira, a pandemia da Covid-19.

Nos 12 meses do ano passado foram 513 sepultamentos de casos confirmados da Covid-19, 150 casos suspeitos e, ainda, 702 de “síndromes respiratórias”.

Em dois meses de 2021, foram 769 sepultamentos que envolvem a Covid-19, o que representa mais de 56% de todos os casos do ano passado.

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cemiteriosChapecó chegou a 369 mortes – Foto: Willian Ricardo/ND

O aumento no número de mortes e, consequentemente, de sepultamentos em decorrência da doença levanta a dúvida: a cidade tem capacidade nos cemitérios para atender a demanda? São 11 cemitérios municipais em Joinville e, destes, dois não têm mais terrenos disponíveis para venda.

Embora ainda ocorram sepultamentos, nestes casos, as famílias já “garantiram” o espaço para enterrar seus entes. Os cemitérios Nossa Senhora de Fátima, na zona Sul, e o Cometa, às margens da rua Dona Francisca estão “lotados”.

Apesar disso, não há certeza sobre a capacidade dos outros cemitérios porque não há um levantamento a respeito das vagas disponíveis nos outros nove cemitérios públicos.

Os únicos três cemitérios com números divulgados são o de Pirabeiraba, que tem 60 espaços; o Canela, com 80; e o Rio Bonito, com 90. O cemitério do Rio Bonito é, inclusive, o que abriga os sepultamentos realizados por doação da assistência social, voltada às famílias que não têm condições de arcar com os custos de um sepultamento e são assistidas pelo município.

A Prefeitura alega que os cemitérios têm condições e capacidade de suprir a demanda, apesar do aumento. Apesar de não ter o controle, informou que, caso haja necessidade, deve adotar um plano de medidas para atender um suposto crescimento elevado de sepultamentos em cemitérios municipais.

Gerente de um dos cemitérios privados da cidade, Ronaldo José Santos, explica que a demanda aumentou muito, como comprovam os números.

“Nós tivemos um aumento de 60% em relação a quando começou a pandemia. Do começo do ano para agora, foram 10% a mais. Estamos em uma área gigante, podemos verificar que na cidade o espaço está escasso. É triste para a cidade, as pessoas que moram nas pontas da cidade não têm opções”, fala.

Além dos cemitérios municipais, Joinville tem, ainda, dois cemitérios verticais administrados por funerárias particulares. No cemitério municipal, são 928 vagas disponíveis e no São Sebastião, são 340 vagas.

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