Covid-19: Bolsonaro diz que segunda onda é “conversinha”

Presidente lembrou, durante encontro com apoiadores, que a pandemia fez a dívida do Brasil ultrapassar os R$ 700 bilhões

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Fernando Caixeta, do Metrópoles Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou de “conversinha” a chegada de uma eventual segunda onda do novo coronavírus. Sem considerar o aumento de novas infecções em nove capitais, o chefe do Executivo deu a declaração durante encontro informal com apoiadores nesta sexta-feira (13).

Presidente Jair Bolsonaro falou sobre a chegada de uma possível segunda onda de Covid-19 no país – Foto: Marcos Corrêa/PRPresidente Jair Bolsonaro falou sobre a chegada de uma possível segunda onda de Covid-19 no país – Foto: Marcos Corrêa/PR

“Essa pandemia aí nos fez endividar mais de R$ 700 bilhões. E agora tem uma conversinha de segunda onda. Tem que enfrentar se tiver. Porque se quebrar de vez a economia, seremos um país de miseráveis, só isso”, disse aos admiradores nos jardins da residência oficial.

Esta foi a segunda vez nesta semana que Bolsonaro fez referência a uma eventual segunda onda do novo vírus. Na segunda-feira (9), também a simpatizantes, o presidente perguntou: “Essa história da segunda onda é verdade ou não? Ou é pra destruir a economia de vez?”.

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No Brasil, as autoridades de saúde consideram que o país vislumbra a queda da primeira onda de contaminação, que já infectou mais de 5,6 milhões de brasileiros e deixou mais de 163 mil mortos. De forma localizada, porém, alguns municípios sofrem com o aumento de contaminações.

Amazônia

Na mesma conversa com apoiadores, Bolsonaro afirmou que os brasileiros fazem propaganda contra o próprio país quando o assunto é Amazônia. Também disse que “o cara que nunca saiu do apartamento” o critica por “estar tacando fogo” no bioma. A fala não foi direcionada a ninguém em específico, mas de forma generalizada a qualquer pessoa que argumente contra a atual política ambiental.

“Vai lá ver como é que é. Não pega fogo, por exemplo, na Bacia Amazônica. Agora, por que muitos países nos criticam? Querem nos tirar a autonomia e nos tirar o mando da região, que é uma região riquíssima. Ninguém está preocupado com terra pobre. É o que interessa, nessa campanha massiva contra a gente”, reclamou.