Covid-19: Brasil deve ter acesso a 258 milhões de vacinas nos próximos meses

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prevê início da vacinação "na melhor das hipóteses" para o fim de janeiro

Foto de Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo São Paulo

Receba as principais notícias no WhatsApp

O Ministério da Saúde tem a expectativa de que o país tenha acesso a 258,4 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19). O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que parte desse volume já começa a chegar a partir de janeiro.

Secretário de Vigilância Em Saúde, Arnaldo Medeiros – Foto: Isac Nobrega/NDSecretário de Vigilância Em Saúde, Arnaldo Medeiros – Foto: Isac Nobrega/ND

Segundo Medeiros, a expectativa é ter 42 milhões de doses do consórcio Covax Facility; 100,4 milhões da vacina de Oxford; e 70 milhões da vacina da Pfizer.

A Coronavac, produzida pela chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, somaria mais 46 milhões de doses, das quais 9 milhões seriam entregues em janeiro, 15 milhões em fevereiro e 22 milhões em março de 2021. Medeiros disse que há uma negociação em andamento para ampliar o contrato da Coronavac para 100 milhões de unidades. O volume já firmado até o momento totaliza 258,4 milhões de doses.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A Fundação Oswaldo Cruz, conhecida como Fiocruz, pretende entregar um primeiro lote de 1 milhão de doses da chamada “vacina de Oxford” na semana de 8 de fevereiro de 2021. A informação foi dada durante audiência pública realizada nesta terça-feira (22), pela Comissão Externa da Câmara que acompanha as ações contra a Covid-19.

Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a meta é produzir mais 1 milhão de doses na segunda semana de fevereiro e, a partir daí, estabelecer uma meta de 700 mil doses diárias do imunizante, que é fabricado em parceria com a Universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca.

Definições

Nísia Trindade Lima disse que uma reunião com a cúpula da farmacêutica AstraZeneca será feita para decidir se, além da produção da Fiocruz, o Brasil poderá comprar vacinas prontas produzidas por outros países.

“Nós estamos nesse esforço para, se possível, quando sair o registro da vacina numa agência que tenha equivalência regulatória com a Anvisa – vocês sabem que tem aquela possibilidade de autorização emergencial com prazo de 10 dias pela Anvisa – então também estamos trabalhando com essa possibilidade, mas não existe, com segurança, essa informação para ser prestada agora”, disse Nísia, conforme informações da Agência Câmara.

Durante a audiência, parlamentares cobraram a inclusão, nos grupos prioritários para a vacinação, das pessoas com deficiência e com obesidade mórbida. A coordenadora-geral do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Francieli Fantinato, disse que essas parcelas da população já estão na primeira fase de vacinação.

Medeiros disse que o governo também deve “pensar também na população indígena, na população ribeirinha, na população quilombola, nessas populações que têm uma vulnerabilidade maior”.

Vacinação deve começar em janeiro

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou, nesta terça-feira, que a vacina contra a Covid-19 estará disponível no “fim de janeiro na melhor hipótese, e fim de fevereiro, na pior”. A declaração foi dada numa audiência da comissão externa da Covid-19 na Câmara dos Deputados.

Pazuello prevê vacinação “na melhor da hipóteses” já em janeiro – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilPazuello prevê vacinação “na melhor da hipóteses” já em janeiro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Estamos nos preparando para iniciar 2021 com a vacina, se Deus quiser, assim que for registrada pela Anvisa ou aprovada para que a gente possa utilizar, e entregue na hora que tiver de ser para vacinar a população como um todo. Previsão nossa, como sempre, fim de janeiro na melhor hipótese e fim de fevereiro, na pior hipótese. Mas estamos caminhando fortes para podermos ter vacina de várias matizes e entrega o mais rápido possível”, afirmou Pazuello.

Tópicos relacionados