Com a flexibilização do confinamento social e uma vacina ainda distante, a imunidade de rebanho parece ser a estratégia adotada pelos governantes para lidar com a pandemia do novo coronavírus. Não se sabe ao certo qual o percentual da população que deveria ser infectado para isso acontecer, mas as estimativas variam entre 40% e 60%.
Os dados divulgados são do Metrópoles. – Foto: Divulgação/PixabayPara que seja possível visualizar o quão longe o Brasil ainda está longe dessa imunidade de massa, o (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, calculou quantos casos seriam necessário para que a situação se concretize em cada estado.
Como ainda é incerto o limiar no qual se chega a imunidade de rebanho, foram feitas três projeções. Na primeira ela é atingida em 40%, na segunda em 50% e na terceira em 60%. O gráfico mostra quantos casos confirmados o estado tem atualmente e quantos seriam necessários para cada um desses cenários.
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Dados do núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles. – Foto: Metrópoles/DivulgaçãoA Unidade de Federação menos distante da situação é Roraima. O total de casos notificados no estado é de 38,3 mil para uma população de 605,8 mil pessoas. Assim, as pessoas com diagnóstico confirmado de Covid-19 representam 6,32% do total. Para que esse número chegue aos 40%, o total de infecções deveria ser de 242,3 mil. Ou seja, são necessários mais 204 mil pessoas pegando a doença.
O Distrito Federal é o terceiro estado quando se leva em conta o percentual da população que já teve a doença. O número é de 4,35%, ou 131,2 mil pessoas. A imunidade de rebanho chegaria por aqui a partir dos 1,2 milhões de casos caso ela viesse nos 40% dos habitantes, 1,5 milhões se for 50% e 1,8 milhões caso o patamar seja de 60%.
No Brasil como um todo, são 3,2 milhões de infecções confirmadas para uma população de 210 milhões. Isso representa 1,53% das pessoas. No limiar mais baixo, seriam necessários mais 80,8 milhões de pessoas doentes para que a imunidade de rebanho chegue.