Um estudo publicado nesta segunda-feira (5) pelo Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense) aponta que as taxas de contágio da Covid-19 se mantiveram estáveis durante o mês de setembro, com uma queda sensível se comparada às taxas do mês anterior.
Na última semana de setembro as taxas se assemelhavam àquelas registradas no final de junho, aponta o núcleo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Apesar de menores, as taxas de contágio e mortes diárias ainda se mantêm altas, ressaltam os pesquisadores.
O tempo que o Estado levou para registrar novos 10 mil casos de Covid-19 em SC na última semana de setembro se aproxima daquele registrado no final de junho, aponta estudo – Foto: Freepik/ReproduçãoO estudo do Necat, coordenado pelo professor Lauro Mattei, tem como base os boletins epidemiológicos divulgados diariamente pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). Entretanto, analisa a evolução da Covid-19 por microrregião, diferente do Estado que analisa por mesorregião.
SeguirDurante todo o mês de setembro, o número de casos passou de 180.474 para 215.478, conforme registrado no dia 30. O aumento representa um crescimento de 19%. Em termos absolutos, significou a contaminação de 35.004 pessoas em um único mês.
O avanço da transmissão colocou o Estado na 7ª posição do ranking nacional de registros oficialmente confirmados. Já em relação ao número de mortes, Santa Catarina figura em 17º lugar.
Contágio se assemelha ao do final de junho
Um dos indicadores observados pelos pesquisadores é o tempo necessário para o registro de 10 mil novos casos de Covid-19 no Estado. No início da pandemia, o tempo para se atingir os primeiros 10 mil casos foi de 82 dias. Já para atingir o segundo foi de apenas 20 dias, fato que ocorreu durante o mês de junho. Esse período menor indicava a aceleração da contaminação no Estado.
Para chegar na casa dos 30 e 40 mil casos foi ainda mais rápido. O primeiro ocorreu após oito dias, já para o segundo foram necessários apenas seis. “E a partir daí o tempo foi caindo fortemente, sendo que o tempo de passagem de 90 mil para a marca de 100 mil casos foi de apenas dois dias, fato ocorrido entre os dias 4 e 6 de agosto”, aponta Mattei no relatório.
A desaceleração começou a partir da segunda semana de agosto. Já entre 25 de setembro a 4 de outubro foram necessários nove dias para se notificar novos 10 mil casos. Este indicador mostra que o ritmo de contágio da doenças está em desaceleração, estando em um patamar próximo àquele do final de junho.
Microrregiões em ascensão do contágio
Apesar da desaceleração no ritmo de contágio nas taxas do Estado, há microrregiões que ainda estão em processo de ascensão na taxa de contaminação. Principalmente nas microrregiões que têm menor peso no cômputo geral dos casos oficialmente registrados.
“No âmbito estadual a doença continua avançando, tornando ainda necessárias medidas de controle da contaminação, especialmente naquelas microrregiões e municípios destacados como possuidores de graus elevados de contágio”, diz Mattei. Dentre elas, estão Joinville, Joaçaba, Canoinhas e Tubarão.
“Em todos esses locais, a taxa semanal de contágio ainda se mantém em patamares elevados, comparativamente às demais microrregiões que já estão apresentando sinais claros de estabilização da contaminação”, afirma o pesquisador.
“Portanto, a mensagem continua a mesma: ainda não é hora de relaxar com as medidas de prevenção da doença porque o novo coronavírus continua em circulação no Estado”, conclui.