Santa Catarina registrou mais de 14 mil mortes causadas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) entre 3 de janeiro e o último sábado (18). Deste total, mais de 90% dos óbitos foram causados pela Covid-19.
Covid-19 é a responsável por mais de 90% das mortes de SRAG – Foto: Divulgação/NDDe acordo com o boletim divulgado pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), o coronavírus causou a morte de 13.340 das 14.055 vítimas de SRAG, ou seja, 94,9% dos óbitos. Durante o período de observação, Santa Catarina registrou 60.958 notificações de SRAG.
Outras 693 foram classificadas como SRAG não especificada (resultado negativo para influenza A – H1N1 e H3N2 – influenza B e outros vírus respiratórios. Nenhuma foi por conta do vírus da influenza A e B.
SeguirOutras duas mortes foram causadas por VSR (Vírus Sincicial Respiratório), ou seja, um dos causadores de bronquiolite (infecção nos brônquios). Mais uma morte foi ocasionada pelo Adenovírus, 10 por agente etiológico e outras nove seguem em investigação.
Além disso, 209 mortes foram registradas em pessoas de outros estados ou países:
- Amazonas: 3;
- Bahia: 1;
- Distrito Federal: 1;
- Minas Gerais: 2;
- Mato Grosso do Sul: 2;
- Mato Grosso: 2;
- Pará: 4;
- Paraiba: 1;
- Paraná: 116;
- Rio de Janeiro: 6;
- Roraima: 1;
- Rio Grande do Sul: 54;
- São Paulo: 14;
- Argentina: 1;
- Peru: 1.
Veja a quantidade de mortes por faixa etária
Segundo a Dive/SC, apesar do aumento de casos empessoas na faixa etária dos 40 aos 59 anos, a distribuição de mortes segue sendo maior na faixa etária acima de 60 anos.
Ainda de acordo com o boletim epideiológico, 75,1% das mortes em decorrência da SRAG apresentavam algum fator de risco para o agravamento ressaltando os idosos (83,8%), com doença cardiovascular crônica (54,8), diabetes mellitus (36,1%) e obesos (21,1%).
Ainda sobre o perfil das vítimas, 56,8% (7.997) eram pessoas do sexo masculino e 43,1% (6.058) no feminino.