A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou nesta quarta-feira (6) os dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Estado. O recorte abrange o período entre 3 de janeiro a 2 de outubro de 2021.
Dive divulgou novos números de Síndrome Respiratória Aguda Grave em SC – Foto: Carlos Jr/NDA SRAG abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica.
As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da Influenza do tipo A e B, Vírus Sincicial Respiratório, SARS-COV-2, bactérias, fungos e outros agentes.
SeguirSegundo os dados apresentados no relatório, o cenário epidemiológico conclui que a transmissão predominante é a do SARS-COV-2 (Covid-19). Até o fim desta quarta-feira, Santa Catarina registrou 1.197.398 casos da doença desde o início da pandemia em março de 2020, além de 19.360 mortes.
Números em SC:
Durante o período de estudo, foram notificadas 62.396 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave. Deste total, 14.338 evoluíram para mortes. Veja os dados:
- Nenhum registro de SRAG causado pelos vírus da influenza A e B
- 814 (14,1%) foram classificados como SRAG não especificada (resultado negativo para influenza A – H1N1 e H3N2 – influenza B e outros vírus respiratórios);
- 52.030 (83,4%) dos casos de SRAG foram ocasionados por outros vírus respiratórios – entre os vírus pesquisados estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o Rinovírus, o Adenovírus, o Parainfluenza 1, o Parainfluenza 2, o Parainfluenza 3, o Coronavírus 229E, o Coronavírus OC43, o Bocavírus, o Enterovírus, o Metapneumovírus; e 98,7% (51.389) foram ocasionados pelo SARSCOV-2; sendo que uma mesma pessoa pode ser acometida por mais de um vírus;
- 117 ocasionados por outros agentes etiológicos;
- Considerando o município de residência, foram registradas notificações em 295 municípios catarinenses. Foram registrados casos em pessoas residentes em municípios pertencentes a outros estados: AC (01), AL (01), AM (21), AP (01), BA (04), CE (1), DF (05), ES (02), GO (06), MA (03), MG (14), MS (11), MT (05), PA (12), PB (03), PE (01), PI (02), PR (486), RJ (16), RN (04), RO (04), RR (01), RS (248), SE (02), SP (57) e TO (01), além de três de outros países: Argentina, Estados Unidos e Peru.
- 117 ocasionados por outros agentes etiológicos;
- 435 casos (2,3%) estão em investigação.

Em relação ao sexo das notificações de SRAG, 34.893 (55,9%) casos ocorreram em pessoas do sexo masculino e 27.503 (44%) no feminino.
Por idade
A análise por faixa etária dos casos de SRAG notificados em 2021 demonstra que as pessoas mais afetadas são aquelas com idade acima dos 50 anos. Entretanto, houve aumento dos casos em pessoas na faixa etária dos 30 aos 49 anos.
Entre as suspeitas de SRAG, a maioria, 56,7%, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (70,7%), com doença cardiovascular crônica (47,6%), diabetes mellitus (31,3%) e obesos (20,9%).

Considerando o município de residência, foram registrados óbitos em 291 municípios catarinenses.
Entre os óbitos, a maioria, 75,2%, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (83,9%), com doença cardiovascular crônica (54,7%), diabetes mellitus (36%) e obesos (21%).
Campanha da vacinação
A 23ª Campanha de Vacinação contra Influenza para os grupos prioritários começou no dia 12 de abril e finalizou em 31 de agosto de 2021. O público-alvo da campanha em 2021 compreende a 2.758.305 pessoas, sendo que a campanha esta divida em três fases de vacinação.
A partir do dia de 10 de julho de 2021 a vacinação contra Influenza foi liberada para toda a população. Desde o inicio da campanha até dia 6 de outubro, foram aplicadas 1.863.585 doses.