Covid-19: Hospitais privados da Grande Florianópolis no limite

Diretores de Hospitais expuseram a situação em reunião com representantes do Ministério Público para tratar da iminente falta de medicamentos

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Diretores de Hospitais de hospitais privados credenciados na Rede Unimed da Grande Florianópolis confirmaram hoje que há cerca de dez dias chegaram ao limite de suas estruturas, sem possibilidade de qualquer nova ampliação de leitos, conexões com oxigênio, ativação de equipamentos, entre outras medidas.

Foi durante reunião dos diretores com representantes do Ministério Público para tratar da iminente falta de medicamentos para pacientes covid-19 também no sistema privado de saúde. O encontro ocorreu por videoconferência.

Reunião entre representantes do MP e Diretores de Hospitais – Foto: Divulgação/Assessoria MPReunião entre representantes do MP e Diretores de Hospitais – Foto: Divulgação/Assessoria MP

Os diretores garantiram que da “porta para dentro” dos hospitais fizeram tudo o que lhes era possível, porém temem pela falta de capacidade de manutenção do abastecimento pelos fornecedores de medicamentos que compõe o Kit Intubação e gases medicinais.

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O Promotor de Justiça Luciano Naschenweng e o Coordenador do CDH, Promotor de Justiça Douglas Martins, explicaram todas as medidas judiciais e extrajudiciais que o MPSC, como órgão de controle e de fiscalização, vem adotando desde o ano passado para garantir que o Executivo Estadual, responsável pela política pública de enfrentamento à pandemia, mantenha o controle e o abastecimento dos insumos essenciais para tratamento dos pacientes da rede pública com covid-19.

A medida mais recente é desta segunda-feira. O governo estadual precisa apresentar até amanhã, em juízo, todas as providências concretas que estão sendo adotadas para garantir a regular distribuição dos medicamentos utilizados para covid-19, quantidades disponíveis, possibilidade de substituição e dosagem utilizada. A ação judicial, porém, é de julho do ano passado, cuja liminar está em vigor e foi utilizada agora novamente para acionar o Estado.

O Promotor de Justiça Luciano Naschenweng também explicou que oficiou recentemente duas outras empresas, a Messes e a Air Liquide, além da White Martins acerca do fornecimento de oxigênio. A White Martins já informou que tem capacidade para suportar o aumento da demanda. 

O Conselheiro do CFM informou, também,  que o Conselho  Federal está realizando controle diário da disponibilidade de O2 no país, porém a situação é bastante complexa, uma vez que se observou em alguns Estados que triplicaram e até quadruplicaram o consumo. Segundo ele, Santa Catarina não estaria entre os Estados que geram maior preocupação de desabastecimento de oxigênio.