Movimento no calçadão da Felipe Schmidt, Centro de Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/NDNova análise sobre a evolução da Covid-19 feita pelo Núcleo de Estudos de Economia Catarinense, da UFSC, coloca a microrregião de Florianópolis como “epicentro” da pandemia em Santa Catarina.
O resultado considera, especialmente, a taxa de evolução acelerada da doença. De acordo com o levantamento, os municípios de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu são responsáveis por 91% de todos os casos ativos na mesorregião da Grande Florianópolis e 37% de todos os casos do Estado de Santa Catarina.
A publicação destaca a “situação de excepcionalidade registrada ao longo do mês de outubro”, período em que houve uma “elevação expressiva da taxa de expansão do número de novos casos”.
SeguirO mês começou com um crescimento de 7% – mais do que o dobro verificado nas demais microrregiões -, que saltou para 8,5% na semana seguinte e ultrapassou a marca de 14% nos últimos sete dias.
“Esses elevados patamares percentuais, além de reverterem uma tendência observada nesse espaço geográfico ao longo de todo o mês de setembro, indicam a existência de um grande surto do contágio nesse espaço geográfico, transformando-o no principal foco de contaminação no Estado”, ressalta o documento, divulgado no fim de semana.
O núcleo é coordenado pelo professor Lauro Mattei, do departamento de Economia e Relações Internacionais e do programa de pós-Graduação em Administração.