Covid-19: Ministério da Saúde confirma suspensão de vacina para grávidas

Pasta seguiu orientação da Anvisa, mas alertou que riscos de morte por Covid-19 são muito maiores do que reações à vacina; veja qual é a vacina e entenda o motivo da suspensão

Redação ND Florianópolis

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O Ministério da Saúde suspendeu nesta terça-feira (11) a imunização de gestantes e puérperas com a vacina da Oxford/FioCruz, para investigação de possíveis eventos adversos nestas mulheres após a aplicação das doses. A suspensão atende a um pedido que havia sido feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A pasta também orientou que a vacinação de pessoas neste grupo, que não tenham comorbidades, também seja suspensa, independente da vacina a ser aplicada.

Ministério da Saúde suspende uso da vacina de Oxford em grávidas – Foto: Myke Sena/MS/Divulgação/NDMinistério da Saúde suspende uso da vacina de Oxford em grávidas – Foto: Myke Sena/MS/Divulgação/ND

Para gestantes e puérperas com comorbidades, a vacinação com as doses da Coronavac e da Pfizer deve ser mantida. Os especialistas que participaram da coletiva, porém, enfatizaram que o risco da Covid-19 é muito maior do que o de eventos adversos com a vacina da Oxford.

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Segundo a coordenadora do PNI(Programa Nacional de Imunização), Franciele Francinato, enquanto a proporção de trombose e AVC pela vacina está em 1 caso a cada 100 mil, o número de óbitos em grávidas pela covid-19 é de 20 por 100 mil.

O anúncio da suspensão ocorreu durante coletiva de imprensa, convocada após a notificação da morte de uma mulher grávida, no Rio de Janeiro, poucos dias depois de se vacinar com as doses da Oxford. Por este motivo, a Anvisa também pediu a suspensão da vacina em gestantes.

“É uma cautela que o programa nacional de imunizações têm até o fechamento do caso. Podem ocorrer eventos adversos raros que não foram identificados no estudos de fase 3. Mas já foi descrito e é um evento extremamente raro. É importante que se vacine porque o risco de óbito por Covid é muito maior”, explicou a coordenadora.

A morte da mulher de 35 anos ainda está sob investigação das autoridades sanitárias, para definir se as complicações têm relação com o produto.

A vacinação de gestantes não está prevista na bula do imunizante da AstraZeneca, mas o Ministério da Saúde decidiu incluir o grupo entre as prioridades para imunização devido ao número elevado de mortes de gestantes nos últimos meses.

Mortalidade entre grávidas

O Ministério da Saúde publicou no dia 15 de março uma nota técnica orientando a vacinação imediata. Na ocasião, das 199 mortes de gestantes registradas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda), 135 (67,8%) foram por Covid-19.

A maioria das mortes (56,3%) ocorreram no 3º trimestre de gestação. Ao todo, 8% a 11% das gestantes e lactantes com Covid-19 precisam de hospitalização. Cerca de 2% a 5% precisam de atendimento em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

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