Covid-19: MPF questiona Ministério da Saúde sobre escolha de vacinas

Procuradores questionam Vacina de Oxford e Coronavac, parceria com o Instituto Butantan, serem as únicas que constam no calendário

R7 São Paulo

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O MPF (Ministério Público Federal) abriu um processo para acompanhar o planejamento de vacinação da população brasileira contra a Covid-19 e os imunizantes que serão utilizados, assim como os critérios e as motivações de escolha.

Butantan afirma que a Anvisa está retardando importações – Foto: Pixabay/ReproduçãoButantan afirma que a Anvisa está retardando importações – Foto: Pixabay/Reprodução

Os pedidos de esclarecimento enviados para Ministério da Saúde e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foram assinados por procuradoras de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

As procuradoras questionam a decisão de considerar apenas a chamada vacina de Oxford no calendário do Ministério da Saúde, e, posteriormente, a Coronavac, deixando de incluir as demais que estão em desenvolvimento em todo o mundo.

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À Anvisa foram solicitadas informações sobre possíveis embasamentos científicos para a decisão de considerar inicialmente apenas a vacina de Oxford no calendário da pasta.

O grupo também questiona se há estimativa para a finalização do estágio de testes de cada uma das vacinas e da provação pela agência para sua posterior distribuição pelo Brasil.

O Instituto Butantan afirma que a Anvisa está retardando autorização para importação de matéria-prima da farmacêutica Sinovac, o que dificultaria a fabricação da Coronavac no Brasil. Foi questionado ainda se a demora na liberação das importações de insumos para produção da vacina foi justificada.

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