“No mais, o que falarem do Alvinegro é chute” é o slogan que fez a fama do radialista Ney Padilha em Florianópolis durante a década de 80. Padilha fez história no jornalismo esportivo catarinense e teve a vida abreviada nesta sexta-feira (2), aos 77 anos, por complicações da Covid-19.
Da esquerda para a direita, os repórteres Ney Padilha, Aldori Silva, Irajá Teixeira, José Luiz e J A Ceara, em 1998 – Foto: Reprodução/Redes SociaisNatural do Rio de Janeiro, Padilha teve destaque no jornalismo catarinense principalmente durante a década de 80 e início dos anos 90. Depois ele deixou a profissão e virou proprietário de uma floricultura, no bairro Praia Comprida, em São José, onde morava até então, conta o amigo e colega de profissão, Polidoro Júnior.
Polidoro lembra com carinho de Ney, principalmente da frase que o marcou. O slogan encerrava as suas transmissões e dava coro a sua fama pela cobertura ágil do Figueirense.
Seguir“‘O que falarem mais do Figuerense é chute’ porque ele já tinha dado tudo. Até que um dia o Figueirense contratou um novo treinador e ele tomou um furo e nunca mais repetiu a frase” lembra Polidoro, aos risos. No Figueirense, Padilha tinha o carinho da torcida alvinegra.
Dentre os grandes destaques da sua carreira, está o jogo Avaí e Grasshopper em Florianópolis, que acabou em 1×1. “Foi em 1986, cobrimos pela Guarujá. Foi um dos grandes jogos internacionais aqui em Santa Catarina e o Ney era da nossa equipe” lembra Polidoro. Entre outras emissoras, Padilha trabalhou na Rádio Guarujá e Mais Alegria.
Luto na imprensa catarinense
A morte de Padilha vem de encontro a outras duas perdas no jornalismo catarinense. Os jornalistas Savas Apóstolo e Ozias Alves também perderam a vida devido a infecção do novo coronavírus. A ACIF (Associação Catarinense de Imprensa), emitiu uma nota de pesar lamentando a morte de Padilha.
“O momento é de luto para todos que perderam entes queridos e a ACIF está solidária às famílias e amigos das vítimas desta pandemia.” se manifestou a associação, por meio de nota.