A pandemia do novo coronavírus e o crescente número de casos positivos e óbitos já fazem parte da realidade dos moradores da Grande Florianópolis. Essa é uma das percepções revelada pela pesquisa A Grande Florianópolis e a Covid-19, realizada pela Lupi & Associados para o Grupo ND. O levantamento teve a participação de 900 moradores de Biguaçu, Florianópolis, São José e Palhoça entre os dias 21 a 23 de julho.
Reprodução Lupi & Associados/NDA pesquisa tem margem de erro de 3% (para mais ou para menos), com coeficiente de segurança de 95%. De acordo com o coordenador da pesquisa, Paulo Pedroso, o levantamento ressalta com fidelidade o atual momento vivido em Santa Catarina. “A população está coerente com o que está acontecendo. Nos meses anteriores, o temor das pessoas estava baseado na percepção nacional da crise. Agora, o problema chegou de vez em Santa Catarina”, avalia.
Segundo Pedroso, essa percepção de que a crise de saúde pública chegou também impactou nos números negativos da avaliação do governador Carlos Moisés, e começou a ter reflexos na avaliação da atuação dos prefeitos nas quatro principais cidades da Grande Florianópolis, embora todos os quatro ainda tenham uma avaliação positiva. “A pesquisa mostra que os prefeitos estão com a mão mais certa, mas agora a doença chegou”, explica.
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Reprodução Lupi & Associados/NDGravidade da pandemia
A preocupação com a doença está diretamente relacionada aos conceitos apontados pelos moradores da Grande de Florianópolis. De acordo com a pesquisa, 77,8% dos moradores classificaram a pandemia na cidade nos conceitos muito grave (38,7%) e grave (39,1%).
O percentual é superior ao identificado nas pesquisas realizadas em maio (59,4%) e junho (46,5%). Ao mesmo tempo, apenas 1% avaliou a pandemia como nada grave, 5,3% como pouco grave, e 14,8% com mais ou menos grave.
Dos quatro municípios, a percepção da gravidade da doença é maior em Florianópolis (79,9%), seguido de São José (79,4%), Biguaçu (76,3%) e Palhoça (70%).
Vale ressaltar que o conceito de muito grave liderou a avaliação dos moradores da Capital (44,2%) e de São José (40,1%), enquanto a maioria dos moradores de Palhoça (43,3%) e de Biguaçu (43,8%) ouvidos pela pesquisa consideraram a pandemia como grave.
Reprodução Lupi & Associados/NDA avaliação da pandemia em Santa Catarina também revelou essa crescente preocupação do morador da Grande Florianópolis com o avanço da doença. Enquanto no mês de junho, 40,3% dos entrevistados classificaram a pandemia como grave, e 18,7% como muito grave, em julho, a ordem inverteu: 43,3% avaliaram como muito grave, e 36,8% como grave.
Reprodução Lupi & Associados/NDJá a avaliação da pandemia no Brasil continua como muito grave para 59,4% dos entrevistados. O percentual é inferior ao apontado em junho (70,6%) e maio (68,6%), mas ainda tem a classificação da maioria em relação aos demais conceitos – grave (26,7%), mais ou menos grave (9,8%), pouco grave (3,1%), nada grave (0,6%) e não sabe (0,4%).
Comportamento
A pesquisa da Lupi & Associados também quis saber como o morador da Grande Florianópolis está agindo durante a quarentena. A maioria (51,4%) entende que está em isolamento parcial com saídas inevitáveis, mas o percentual daqueles que estão em isolamento parcial com saídas a trabalho aumentou de 31,6% para 38%.
Reprodução Lupi & Associados/NDJá o percentual de pessoas que teve alguém da família ou conhecido que contraiu a Covid-19 chegou a 50,8% em julho, contra 21,7% em junho, enquanto o percentual de pessoas que não conhecem alguém infectado com a doença caiu de 67% (junho) para 39,3% (julho).
O temor em relação a doença também vem aumentando mês a mês. Em maio, 30,4% dos entrevistados revelaram um medo muito grande. Em junho esse percentual chegou a 32,4%, e agora, em julho, a 33,4%.
Reprodução Lupi & Associados/NDA pesquisa da Lupi & Associados também quis saber a opinião dos moradores da Grande Florianópolis sobre como as autoridades devem agir nos próximos dias/semanas, e a principal mudança em relação aos meses anteriores, foi o crescimento de 26,0% para 40,4% no percentual de entrevistados que acreditam que é preciso aumentar as restrições, com uma quarentena mais rígida.
Ao mesmo tempo, o percentual de pessoas que entendem ser necessário seguir como está, liberando apenas algumas atividades, mas com restrições, teve a ligeira queda, de 65,6% em junho para 52,5% em julho.
Reprodução Lupi & Associados/NDAvaliação das Autoridades
O presidente da República Jair Bolsonaro, o governador Carlos Moisés, e os prefeitos da Grande Florianópolis também voltaram a ser avaliados pela pesquisa da Lupi & Associados em relação à pandemia do novo coronavírus.
A atuação do presidente Jair Bolsonaro teve uma melhora, subindo de 17,9% para 21,3% na soma dos conceitos Ótima e Boa, e queda de 71,2% para 63,2% na soma dos conceitos Ruim e Péssima. O conceito regular também teve uma elevação de 10,9% para 15,5%.
Reprodução Lupi & Associados/NDOs números da atuação presidencial contrastam com a avaliação da atuação do governador Carlos Moisés durante a pandemia. Houve uma elevação na soma dos conceitos Ruim e Péssima de 41,7% em junho para 55,8% em julho, e uma queda na soma dos conceitos Ótima e Boa, de 24,5% em junho para 13% em julho.
Reprodução Lupi & Associados/NDA atuação das prefeituras durante pandemia também foram avaliadas, e 62,4% dos entrevistados classificam como Ótima e Boa, enquanto 22,9% consideram regular, e 14,6%, como Ruim e Péssima.
Em relação ao mês anterior, os percentuais revelam um decréscimo na soma dos conceitos positivos (75,6%) e uma elevação na soma dos conceitos negativos (9,2%).
Reprodução Lupi & Associados/NDJá a atuação da Prefeitura de Florianópolis teve a pior avaliação nos últimos três meses, mas ainda assim, 67,8% consideram como Ótima e Boa; 18,5% como regular; e 13,8% como Ruim e Péssima.
Essa mesma tendência é apresentada na avaliação a atuação das prefeituras de Biguaçu (56,3%), Palhoça (54,7%) e São José (59,9%), que também já tiveram mais de 70% na soma dos conceitos Ótima e Boa em junho.
Reprodução Lupi & Associados/NDMetodologia
As entrevistas foram distribuídas por quatro municípios da Grande Florianópolis. Florianópolis teve o maior número de entrevistas, com 428 (47,6%). Em São José foram realizadas 242 (26,9%). Outras 150 (16,7%) foram ouvidas em Palhoça, e 80 (8,9%) em Biguaçu.
Dos 900 entrevistados, 464 são mulheres (51,6%) e 436 (48,4%) homens, com idade acima dos 16 anos. As faixas etárias com maior número de entrevistados são 35 a 44 anos (26,0%), 25 a 34 anos (25,7%) e de 45 a 54 anos (21,0%). Somente 11,8% dos entrevistados têm de 16 a 24 anos, enquanto 15,6% têm mais de 60 anos ou mais.