Santa Catarina tem mais de 3.800 casos positivos da Covid-19, conforme o Painel divulgado pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Dos pacientes com a doença, 610 estão na região da Grande Florianópolis, sendo 200 na Capital do Estado.
30% dos pacientes que testam para Covid-19, tem resultado positivo para doença. – Foto: Divulgação/NDA Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis monitora os casos ativos de Covid-19 na cidade. Segundo a gerente, Ana Cristina Vidor, os dados não são totalmente confiáveis, já que nem todas as pessoas com sintomas respiratórios fazem o teste para a doença.
Segundo a gerente, o órgão monitora as proporções de testes positivos com base nos testes da rede pública e privada. Com avaliações semanais, o entendimento é de que a epidemia esteja controlada quando esta taxa de positividade está abaixo de 5%.
Seguir“O vírus está circulando”
Florianópolis já apresentou dados inferiores a este, bem diferente do que acontece neste mês de novembro. Há mais de três semanas a taxa de resultados positivos está em 30%.
“Significa que a cada três pessoas que fazem o teste, uma está positiva. Quer dizer que o vírus está circulando de maneira importante no nosso meio”, explica Vidor.
Um indicador citado pela gerente para entender a gravidade são as internações por vírus respiratório, que segundo Ana, não tem aumentado na mesma proporção que os resultados positivos dos testes para Covid-19.
“Temos entendimento que este aumento tem sido apenas pelos casos leves. Isso é importante e monitoramos semanalmente”.
Florianópolis está há 19 dias sem óbitos por Covid-19
No mês de novembro, conforme o Painel de Casos da Dive, foram registrados 19 óbitos por complicações da Covid-19 em Santa Catarina. Dois pacientes tinham menos de 60 anos. Um morador de Antônio Carlos, com 54 anos e um de Itajaí, com 51.
Internações ainda não refletem os casos positivos da doença. – Foto: Divulgação/NDEm Florianópolis, de acordo com Ana Cristina Vidor, há 19 dias não são registradas mortes pela doença. O caso mais recente foi de uma mulher de 69 anos.
“O vírus está circulando e circulando forte. Ainda temos uma taxa de internação muito superior ao período que não existia Covid. Não tem aumento agora, mas ainda é maior”, diz ela.
A gerente ainda aponta a importância dos testes assim que os primeiros sintomas sejam detectados, principalmente, para idosos. “Se começarem o tratamento até o quinto dia dos sintomas, a probabilidade de recuperação é muito maior”, orienta.
A máscara deve voltar a ser usada?
Mesmo com o aumento de casos, a vigilância epidemiológica de Florianópolis ainda não vê a situação como tranquila, comparando os dados de casos ativos e internados.
Porém, há uma orientação, por um decreto vigente desde o início do inverno, para o uso de máscara em caso de sintomas respiratórios, assim como por profissionais de saúde.
Profissionais de saúde são orientados a usarem máscaras, em Florianópolis. Foto: Istock/ND“Covid veio para ficar, ainda é o vírus respiratório mais perigoso que está circulando. É uma das doenças infecciosas que mais mata mesmo depois do fim da emergência de saúde pública”, exemplifica Ana Cristina Vidor.
Dive prevê que casos ainda devem aumentar nos próximos dias
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), emitiu um alerta na última, a respeito do aumento do número de casos de Covid-19 no estado.
De acordo com o diretor da Dive, João Augusto Brancher Fuck, apesar da redução que houve em 2023, o vírus continua circulando.
“Publicamos um boletim que mostra que a tendência de aumento continua no Estado e que deve continuar nas próximas semanas em todas as regiões”, detalha.
Para o diretor, ainda não há um aumento significativo nas internações, mas já pode ser observado uma elevação dos casos.
“Precisamos reforçar as medidas que conhecemos e que são importantes para combatermos a doença”, afirma.
A incidência da doença tem sido maior na população idosa a partir dos 60 anos, bem como a taxa de mortalidade.
Apesar desse número não ser tão expressivo quanto o de anos anteriores, como em 2020 e 2021, quando eram notificados milhares de casos por semana, é preciso reforçar as medidas de prevenção.
“Nossa recomendação é para que toda a população a partir dos seis meses se vacine e não esqueça as doses de reforço, elas são essenciais para evitar as formas graves da Covid-19”, destaca o diretor.
Pessoas com 18 anos ou mais com o esquema primário completo (primeira e segunda doses) devem tomar uma dose de reforço com a vacina bivalente, desde que a última dose tenha sido aplicada há mais de 4 meses.