Covid-19: vacinação em SP começa em 25 de janeiro, afirma Doria

Terão prioridade idosos, profissionais da saúde, indígenas e quilombolas; imunizante está na terceira fase de teste em que eficácia precisa ser comprovada antes de ser liberado pela Anvisa

Foto de ANA SAITO, Metrópoles

ANA SAITO, Metrópoles Brasília

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A vacinação contra a Covid-19 começará no dia 25 de janeiro em São Paulo. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) em coletiva no início da tarde desta segunda-feira (7).

A CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ainda está na terceira fase de teste em que eficácia precisa ser comprovada antes de ser liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Dória falou anunciou a data de vacinação – Foto: Fábio Vieira/MetrópolesDória falou anunciou a data de vacinação – Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O programa estadual de vacinação atenderá na primeira fase pessoas acima de 60 anos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas.

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Doria voltou a criticar o programa preliminar nacional de imunização anunciado pelo governo federal na última semana. A previsão nacional é de iniciar a vacinação em março.

“Não viramos as costas para o plano nacional. Por que iniciar em março se podemos fazer isso em janeiro? Perdemos 600 vidas todos os dias no Brasil”, afirmou.

O plano do Ministério da Saúde não cita a Coronavac, vacina que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceira com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

O imunizante está na terceira fase de testes e precisa ter sua eficácia comprovada antes de ser liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A expectativa do governo paulista é entregar o relatório final de testes ainda e dezembro.

Confira a coletiva:

Na última quinta-feira, chegaram a São Paulo cerca de 600 litros de matéria-prima para a produção da vacina Coronavac, para que o Instituto Butantan produza até um milhão de imunizantes contra a Covid-19.

No dia 19 de novembro, o estado já havia recebido 120 mil doses prontas do imunizante.

Ao todo serão 46 milhões de doses, sendo 6 milhões já prontas para aplicação e 40 milhões em forma de matéria-prima para produção, envase e rotulagem em fábrica própria do Instituto Butantan.

A expectativa do governo é atingir esse volume total até 15 de janeiro.