O primeiro caso da subvariante da Ômicron XBB.1.5 no Brasil foi divulgado nesta quinta-feira (5) pela rede de saúde integrada Dasa. Um paciente de Indaiatuba, no interior de São Paulo, teve sua amostra sequenciada após uma coleta em novembro de 2022. A subvariante é considerada a mais transmissível até agora pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
O caso traz um alerta: quando a subvariante chega em Santa Catarina? De acordo com a médica epidemiologista Ana Cristina Vidor, isso deve acontecer em breve.
Nova subvariante é a mais transmissível do mundo, segundo a OMS – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND“Considerando que já foi identificado caso em São Paulo, com início de sintomas em novembro e a quantidade de pessoas de várias partes circulando nas cidades, deve começar a circular aqui em breve”, explica Vidor.
SeguirA médica traz a observação diante do aumento de circulação de pessoas em Santa Catarina durante a alta temporada.
A boa notícia é que, segundo Vidor, apesar de mais transmissível ainda não foi identificada que a XBB.1.5 seja mais grave que as outras variantes do vírus.
Segundo a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), não há casos dessa nova variante confirmados no Estado. No entanto, foram confirmados oito casos de Covid-19 pela variante XBB.1, uma recombinante do vírus SARS-CoV-2, em moradores de Balneário Camboriú, Florianópolis, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão. A XBB.1.5 é uma subvariante da XBB.1.
A quarta dose traz mais proteção?
Segundo a médica, a quarta dose de vacina contra a Covid-19 traz mais proteção contra a doença.
“As doses adicionais, especialmente em quem tem o sistema imunológico mais frágil ou tem comorbidades, dão mais proteção contra complicações, mesmo com o relato de mais escapes vacinais no caso destas subvariantes”, finaliza.
A dose de reforço tem sido um problema para o país. Na quarta-feira (4) 68 milhões de pessoas ainda estavam a primeira dose de reforço. Destas, 19 milhões de pessoas que ainda não receberam a segunda dose do esquema vacinal primário. Os dados são da Rede Nacional de Dados em Saúde.