Criança de 2 anos morre de infarto e pediatra é condenada por homicídio culposo

O júri considerou a pediatra culpada por negligência e imprudência, e ela foi condenada a um ano de prisão, além de quatro anos de inabilitação profissional

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Uma médica pediatra foi condenada por homicídio culposo em Valência, Espanha, após um menino de dois anos morrer em decorrência de um infarto. Ele começou a apresentar sintomas como febre e fraqueza um ano antes de falecer, mas não foi diagnosticado, nem medicado corretamente a tempo.

Recepção do hospital onde médica trabalhavaPediatra é condenada após criança de 2 anos morrer infartada – Foto: Reprodução/ND

Um dia após seu aniversário de dois anos, a criança foi levada ao Hospital Clínico de Valência, onde a médica condenada trabalhava, com sintomas de vômito e letargia, mas foi liberada pela profissional de saúde sem exames complementares que poderiam ter identificado a gravidade da situação.

Horas após ser mandado para casa, o menino sofreu uma parada cardíaca e morreu.

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Pediatra é condenada por não pedir exames adequados para criança Pediatra é condenada por não pedir exames adequados para criança – Foto: Reprodução/ND

Segundo o jornal local La Dépêche, o médico legista indicou a causa da morte como “doença de Kawasaki”, uma condição rara caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos de todo o corpo. É uma doença grave, mas não fatal, se detectada a tempo.

Pediatra é condenada em julgamento

A pediatra foi indiciada e, durante o julgamento, a promotoria conseguiu provar que ela não seguiu os protocolos adequados, especialmente pela ausência de um eletrocardiograma, exame que poderia ter detectado anomalias cardíacas na criança.

O júri considerou a pediatra culpada por negligência e imprudência, e ela foi condenada a um ano de prisão, além de quatro anos de inabilitação profissional.

Hospital Clínico de Valência, onde médica trabalhava Hospital Clínico de Valência, onde médica trabalhava – Foto: Divulgação/ND

No entanto, ela ainda pode recorrer e cumprir a pena em liberdade com base na legislação espanhola.

O caso gerou repercussão no mundo todo e provocou discussões sobre a necessidade de maior rigor no atendimento médico e nas condições de trabalho dos profissionais da saúde.

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