Criança morre ao ser contaminada por ameba comedora de cérebro

Infecção é altamente perigosa e só existe registro de cinco crianças que sobreviveram na América do Norte

Redação ND Florianópolis

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Uma criança, de sete anos, morreu no início de agosto após infecção por uma ameba comedora de cérebro. Segundo familiares, a criança, moradora da Califórnia, nos Estados Unidos, foi contaminada após brincar em um lago no condado de Tehama, no Norte do Estado.

A infecção ocorreu após a família visitar um lago em Tehama – Foto: Nathan Dumlao/Unsplash/NDA infecção ocorreu após a família visitar um lago em Tehama – Foto: Nathan Dumlao/Unsplash/ND

De acordo com o portal Ric Mais, a luta do garoto contra a doença comoveu familiares e amigos. Com sintomas, a criança foi levada ao Pronto-Socorro no dia 30 de julho, mas logo encaminhada para o UC Davis Medical Center, onde recebeu suporte de aparelhos para dar início ao tratamento.

Por conta disso, familiares criaram uma página para financiamento coletivo onde pediam ajuda, orações e atualizavam amigos sobre o estado de saúde. Ainda de acordo com os pais, a doença causou um grande inchaço cerebral.

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A infecção ocorreu após a família visitar um lago em Tehama. Especialistas relatam que a ameba não é contraída ao beber a água contaminada, mas quando existe o contato via nasal. Além disso, confirmam que não é contagiosa.

Os principais sintomas são fortes dores de cabeça, febre, náuseas e vômitos. A evolução da doença é rápida, levando ao óbito em até duas semanas.

Ameba comedora de cérebro

O protozoário Naegleria fowleri geralmente é encontrado em água doce, com temperaturas altas e sem movimento. Dessa forma, lagos e rios são ideais para o contágio.

Após entrar no organismo, pelo nariz, a ameba desenvolve no cérebro uma doença chamada PAM (Meningoencefalite Amebiana Primária).

Segundo especialistas, os casos são extremamente raros e mortais. Desde 1971, a Califórnia teve apenas 10 casos confirmados, mas a doença é fatal. O CFC (Centro de Controle de doenças dos Estados Unidos) registrou apenas cinco crianças que sobreviveram na América do Norte.

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