Crianças esperaram quase 12 horas para atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, nesta terça-feira (4). Pacientes que chegaram às 11h ainda aguardavam serem chamadas por volta das 22h30.
Hospital Infantil de Florianópolis enfrenta filas no atendimento de crianças – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/NDSegundo uma funcionária, que prefere não se identificar, uma mãe com dois filhos chegou às 16h, com sintomas da síndrome mão-pé-boca, e até as 2h da madrugada desta quarta (5), ainda não havia sido atendida.
“Muitas pessoas desistem do atendimento. Para ‘calar a boca’ do povo vão começar a servir café puro na emergência. Vão trazer 4 vezes ao dia. Como se isso fosse resolver”, afirma a funcionária.
SeguirA SES (Secretaria de Estado da Saúde) afirmou, por meio de nota, que o aumento nos casos de doenças infecciosas virais, como a dengue e as doenças respiratórias, refletem na busca por atendimentos em todas as regiões.
“As unidades estão se organizando para atender a ampliação da demanda, no entanto, os dados apontam que cerca de 50% dos atendimentos são pacientes classificados como de baixa prioridade (verde), neste sentido é importante esclarecer que os Hospitais utilizam o protocolo da Secretaria de Estado da Saúde na triagem de classificação de risco, priorizando os atendimentos de maior gravidade”, diz o texto.
A secretaria informou que 20 pacientes estavam aguardando atendimento às 9h20 desta terça-feira, sete em triagem e quatro estavam sendo atendidas. Além disso, 14 pacientes estavam em observação.
Os horários de pico para atendimento iniciam no final da manhã e se intensificam a partir das 19h, quando so pais chegam em casa e percebem que as crianças estão doentes. A SES destaca, porém, que é observado é um aumento na gravidade dos casos.
Obras e decreto de emergência
O govenador Jorginho Mello (PL) determinou, por meio de portaria, a ampliação do horário estendido de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde até as 22h.
A pasta destaca que a portaria determina também a ampliação de equipes nas UBS, UPAs e serviços de emergência de todo o Estado para atendimento à população.
“Essas ampliações serão custeadas com recursos do Governo do Estado no valor total de R$ 10 milhões. A ação busca, além de ampliar os atendimentos na Atenção Primária, reduzir a procura às emergências hospitalares, para que possam atender os casos mais graves.”
Um decreto de situação de emergência em saúde pública abrange os hospitais da Grande Florianópolis, que estão eme stado mais crítico de estrutura.
Entre as obras previstas estão a ampliação e a construção de uma nova emergência no Hospital Infantil Joana de Gusmão, além de mais 20 leitos de UTI para o mesmo hospital.
Ampliação de horários
A secretária de Saúde Carmen Zanotto ao presidente da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Arthur Chioro, a ampliação do horário de atendimento da emergência pediátrica do Hospital Universitário da UFSC ( Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis. Atualmente a unidade atende das 7h às 19h, o que possibilitará mais uma porta no atendimento noturno.
A SES orienta que, nos casos de menor gravidade, as famílias procurem as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) para diminuir as filas nas emergências dos hospitais.