Crise na saúde: Alesc reúne governo e entidades para tratar de superlotação de UTI’s

A semana começou com debate no legislativo joinvilense e nesta terça, (21) será a vez da Assembleia Legislativa ampliar a situação que é preocupante em muitos municípios catarinenses

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O que o estado está fazendo ou planeja fazer para amenizar a crise na saúde de Santa Catarina? Durante essa segunda, (20), a Câmara de Vereadores de Joinville tratou do tema, principalmente pela fila de espera para cirurgias eletivas.

Crise na saúde mobiliza audiência pública na Assembleia Legislativa – Foto: Arquivo/NDCrise na saúde mobiliza audiência pública na Assembleia Legislativa – Foto: Arquivo/ND

Nesta terça, (21) a vez é da comissão de saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina também em audiência pública tratar da sobrecarga do sistema de saúde. O foco, a falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. O debate foi proposto pelo deputado e médico Vicente Caropreso (PSDB).

O deputado justificou esse encontro porque a própria Associação Catarinense de Medicina e outras entidades médicas pediram para abrir o assunto para a população.

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No dia 3 de junho o governo do Estado decretou situação de emergência em saúde para agilizar a abertura de mais leitos e a contratação de profissionais. “Na audiência será possível analisar o resultado dessas medidas, traçar um panorama da situação, que tende a se agravar com a chegada do inverno e definir ações em conjunto para garantir a abertura urgente de mais leitos de UTI”, explicou o deputado.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) atualizados na manhã de segunda-feira (20), a taxa de ocupação de leitos pediátricos de UTI pelo SUS era de 94,85%, sendo que para as regiões do Grande Oeste, Meio Oeste, Serrana, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis a ocupação era de 100%. A situação é ainda mais grave no caso de UTI neonatal, com 98% dos leitos ocupados, havendo apenas três disponíveis em todo o Estado.