O serviço prestado pelo Samu em Joinville, no Norte de Santa Catarina, está prejudicado pelo desfalque de unidades básicas de atendimento, mantidas pela prefeitura. No último sábado (1º), a cidade chegou a passar um período sem viaturas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência administradas pelo município, após o acidente com o único veículo em operação.
Ambulância foi parar em cima do canteiro de obras no último final de semana – Foto: Gladionor Ramos/NDNa última semana, o vereador Cassiano Ucker fez uma publicação nas redes sociais, onde denunciou que o município dispunha de apenas uma viatura para atendimento do Samu. De acordo com o parlamentar, “o município não renovou contrato de manutenção e as ambulâncias estão paradas no pátio”.
O atendimento do Samu é dividido entre município e Estado. Ao Estado, cabe a operação com as unidades avançadas de atendimento, enquanto a prefeitura é responsável pelas unidades básicas. Por conta do desfalque das unidades básicas administradas pelo município, unidades avançadas do Estado são utilizadas para suprir a demanda.
SeguirSegundo o coordenador do Samu na região, Dr. Carlos Wilson Marsaro, o desfalque das viaturas causa atrasos no atendimento e prejudicam os pacientes que dependem do serviço de urgência. De acordo com Marsaro, a central tem orientado, inclusive, que os pacientes utilizem meios próprios para irem até uma unidade de saúde.
“Se ele aguardar só uma ambulância, vai ficar às vezes horas aguardando, e a gente sabe que dependendo do caso não dá para esperar”, explica o coordenador regional.
Ainda de acordo com Marsaro, em situações mais urgentes, unidades avançadas podem ser utilizadas para o atendimento, mas que isso não é o ideal, pois casos mais graves podem ocorrer e não haver unidades avançadas para a ocorrência. A situação acarretou em um aumento de 30% na demanda do Estado.
Segundo informações apuradas pela reportagem, o município emprestou duas ambulâncias que atuam em um Pronto Atendimento para suprir a necessidade dos atendimentos.
A reportagem do Portal ND+ entrou em contato com a prefeitura de Joinville para esclarecer a situação. Até o momento, porém, o município não se manifestou oficialmente.