O governo de Santa Catarina se reuniu, na tarde desta segunda-feira (22), com os sindicatos de saúde e a empresa OZZ Saúde, responsável pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), para ouvir as demandas do setor depois de diversas manifestações realizadas pelos profissionais.
O presidente do Sindicato dos Empregados de Saúde de Joinville e Região, Lorival Pisetta, avalia que a reunião foi proveitosa, embora a resposta das partes tenha sido apenas a de analisar o reajuste salarial.
“Eles reconheceram que têm que melhorar os salários e pagar os reajustes salariais que não cumprem há mais de três anos, mas não deram proposta”, afirma Pisetta.
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Profissionais do Samu fizeram manifestações em diversas cidades do Estado – Foto: Thiago Bonin/Arquivo/NDTVA reunião contou com a presença das Superintendências de Urgência e Emergência e de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde, de 11 sindicatos de todo o Estado e do Coren (Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina).
Esta foi a primeira vez em que as partes estiveram reunidas desde o início dos protestos, em dezembro de 2020. Os profissionais reclamam de baixos salários, falta de pagamento de férias e FGTS, condições precárias de trabalho, entre outras coisas.
Segundo Pissetta, um estudo deve ser feito sobre a questão e apresentado em uma nova reunião marcada para 10 de março.
“Se, eventualmente, não houver avanço, os sindicatos farão assembleia geral para, se for o caso, fazer greve”, explica.
Encontrou reuniu governo estadual, empresa responsável pelo Samu e sindicatos – Foto: SES/DivulgaçãoA Secretaria de Estado da Saúde disse, em nota, que paga o teto máximo de contrato para a empresa OZZ Saúde para a prestação de serviços, o que chegou a mais de R$ 125 milhões no ano de 2020.
“Não existe atraso no pagamento e está sendo pago mensalmente o que a própria empresa manifestou na defesa de sua licitação. Isso pode ser conferido no Portal da Transparência”, diz o Superintendente de Urgência e Emergência, Cel. Diogo Bahia Losso.
“Estamos cobrando e penalizando o que observamos que não é compatível com as normas contratuais. Existe essa angústia trabalhista e ela é legítima. Não fomos e não seremos omissos. As respostas serão dadas o mais breve possível e uma nova reunião já foi marcada para daqui a 15 dias para refletir o andamento do processo” complementa Losso.
A OZZ Saúde foi procurada pelo ND+, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.