Das 418 pessoas que precisaram de UTI em Joinville até início de agosto, 64% se curaram

Depois de apresentarem a forma mais grave da Covid-19 e precisarem de internação em uma unidade de terapia intensiva, 267 pacientes puderam voltar para casa livres da doença

Raquel Schiavini Schwarz Joinville

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Desde o início da pandemia até a primeira semana de agosto, mais de 400 pessoas que contraíram a Covid-19 em Joinville e apresentaram a forma mais grave da doença precisaram de internação em UTIs. Destas 418 pessoas, 64% sobreviveram, ou seja, 267 pessoas voltaram para suas famílias curadas.

Dos mais de 400 pacientes, cerca de 280 precisaram de respirador artificial. E, infelizmente, 36% perderam a vida, ou seja 150 pessoas, de acordo com dados até a primeira semana de agosto.

Para poder atender à crescente demanda por internações, a cidade do Norte catarinense precisou abrir leitos emergenciais de UTI. Saltou de 91 para 153 leitos, um aumento de mais de 67%.

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Mesmo com 62 leitos a mais, a cidade já teve de transferir 53 pacientes para outras cidades da região como Jaraguá do Sul, Mafra e Canoinhas. Isto porque, por várias vezes, os hospitais públicos atingiram ocupação máxima em seus leitos de UTI. As transferências ocorreram entre 24 de julho até 22 de agosto, período em que houve o maior índice de ocupação nas UTIs.

Atualmente, porém, Joinville está com a situação um pouco mais controlada com 75% de ocupação dos leitos destinados exclusivamente ao tratamento da Covid-19. Inclusive, no dia 27 de agosto, por conta da queda da demanda, a cidade reduziu o número de leitos para 139.

Mas já houve períodos, principalmente entre o final de julho e início de agosto, que taxa de ocupação ultrapassou os 90%, ficando entre 93% e 94%. O índice acendeu o sinal vermelho no município, que foi obrigado a prover ainda mais leitos.

Veja a evolução do número de leitos e ocupação entre julho e agosto:

6/7 – 91 leitos – 80% de ocupação
13/7 – 96 leitos – 79% de ocupação
14/7 – 97 leitos – 79% de ocupação
15/7 – 100 leitos – 77% de ocupação
20/7 -110 leitos – 82% de ocupação
21/7 – 113 leitos – 82% de ocupação
22/7 -118 leitos  – 81% de ocupação
29/7 – 123 leitos  – 91% de ocupação
3/8 – 128 leitos  – 94% de ocupação
6/8 – 133 leitos  – 86% de ocupação
11/8 – 138 leitos – 90% de ocupação
12/8 – 139 leitos – 91% de ocupação
13/8 – 141 leitos – 91% de ocupação
18/8 – 145 leitos – 81% de ocupação
24/8 – 153 leitos – 73% de ocupação
26/8 – 140 leitos – 80% de ocupação
27/8 – 139 leitos – 75% de ocupação

Central de regulação

Nos hospitais públicos, a partir da Central de Regulação de Leitos, os pacientes são distribuídos sempre quando houver a necessidade de vagas.

No entanto, Glauco Westphal, que coordena as UTIs da Unimed e do Hospital Bethesda, explicou que os órgãos constituídos, como a Secretaria de Saúde, junto com os médicos intensivistas, fizeram um esforço muito grande para prover novos leitos de UTI na cidade.

“Isso acabou resultando em uma oferta boa de leitos. Houve, sim, transferências de pacientes para outras cidades, mas  foi em um período restrito. A abertura desses novos leitos na cidade felizmente vem sendo suficiente.”

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