Em Joinville, no Norte de Santa Catarina, os vereadores conheceram nesta quarta-feira (30) o planejamento da Secretaria Municipal de Saúde para combater a dengue no próximo ano. Essa reunião com os membros da Comissão de Saúde ocorreu em um momento crítico para Joinville, que atualmente lidera a estatística de maior número de mortes por dengue entre as cidades do Sul do Brasil.
Joinville já registrou mais de 38 mil casos confirmados e 37 mortes causadas pela dengue em 2023 – Foto: Prefeitura de Joinville/Reprodução/NDCom mais de 39 mil casos confirmados e 37 mortes causadas pela dengue este ano, Joinville enfrenta uma situação delicada, conforme informações disponíveis no site da Prefeitura. Os vereadores expressaram sua inquietação com a continuidade dos altos números e enfatizaram a necessidade de medidas imediatas.
O vereador Wilian Tonezi (Patriota) alertou para a urgência de um plano específico para 2024, destacando que “se nós fizermos as mesmas coisas, os resultados vão ser os mesmos”. Ele também apontou para o inverno atípico, mais quente que o normal, como um fator que poderia desencadear uma “explosão” de casos durante o verão.
SeguirAções previstas para combate à dengue
A gerente da Unidade de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Cristiane Soares, apresentou um plano preliminar de ação para combater as arboviroses, que incluem doenças como dengue, zika e chikungunya. Este plano envolve a continuidade de ações já em curso, como a pulverização de inseticidas e o monitoramento de áreas críticas, além da incorporação de novas tecnologias, como o InfoDengue, um sistema de alerta baseado em dados epidemiológicos e climáticos desenvolvido pela Fiocruz.
Comissão de Saúde conhece plano de combate à dengue da Prefeitura para 2024 – Foto: Câmara de Joinville/Divulgação/NDEntre as medidas previstas, estão a visitas a escolas e empresas para conscientização, bem como a realização de mutirões antes da temporada de dengue, a fim de prevenir casos antes de janeiro. Os vereadores Brandel Jr. (Podemos) e Henrique Deckmann (MDB), que lideram a comissão, enfatizaram a importância de envolver a sociedade no combate à proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Em relação à equipe de agentes de saúde, o município atualmente conta com 72 profissionais, sendo 40 deles servidores concursados. No entanto, o vereador Tonezi expressou insatisfação com o número de agentes e sugeriu uma nova reunião para apresentação de informações mais detalhadas, marcada para 25 de outubro.
O diretor da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC), João Augusto Brancher Fuck, analisou a situação do estado em relação à dengue. Ele explicou que o aumento no número de casos está relacionado a um maior número de mosquitos, indicando uma mudança no perfil epidemiológico do estado.
“A gente não consegue falar em erradicação do mosquito aedes aegypti, a gente consegue falar em controle”, enfatizou Fuck. Ele destacou a importância de manter a epidemia e o número de mortes sob controle. Santa Catarina registrou 94 mortes por dengue este ano, e o governo estadual destinou pelo menos R$ 10 milhões para o combate à doença nos municípios afetados.