Com o aumento expressivo de casos de dengue pelo país, o Ministério da Saúde anunciou a criação do COE Arboviroses (Centro de Operações de Emergências), que irá monitorar mortes e casos graves de dengue, zika e chikungunya no país.
COE irá fornecer orientações para ações de vigilância em conjunto com estados e municípios. – Foto: pixnio/Divulgação/NDDe acordo com o ministério, o COE irá focar, principalmente, nos registros de dengue e chikungunya, fornecendo orientações para ações de vigilância em conjunto com estados e municípios.
Prevenção para dengue, zika e chikungunya
Uma das formas mais eficazes de prevenir essas doenças, transmitidas por mosquitos, é evitar o acúmulo de água parada em pneus, garrafas, vasos de plantas e outros recipientes, onde ocorre a proliferação do mosquito.
SeguirAlgumas recomendações são: tapar tonéis d’água, manter calhas limpas, deixar garrafas com a boca para baixo, limpar e encher os pratos dos vasos de plantas com areia, manter lixeiras tampadas, ralos limpos e instalar telas nas janelas.
As três enfermidades têm sintomas semelhantes, como febre alta, dores pelo corpo e mal-estar.
Números de 2023
Apenas de dengue, foram notificados 301,8 mil casos suspeitos este ano. Os números representam um aumento de 43,8% em comparação com o mesmo período de 2022.
Os casos graves somam 2.900 registros, e 73 mortes pela doença foram computadas em 2023.
A região mais afetada é a Centro-Oeste, com 254,3 casos registrados a cada 100 mil habitantes. Em seguida, aparece o Sudeste, com 214,7 casos por 100 mil habitantes.
Na região Sul, foram registrados 98,2 casos por 100 mil habitantes.
Os estados com maior incidência são Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Chikungunya tem maior aumento de casos em relação a 2022
Entre as três doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti, a chikungunya foi a que mais obteve aumento nos números de casos em comparação com 2022.
As notificações prováveis, como classifica o ministério, cresceram 97,1%, somando 43 mil no início do ano. Uma morte foi confirmada no estado do Espírito Santo e 13 estão em investigação.
Os registros de zika cresceram de 883 para 1.194 em 2023, comparando-se os dois primeiros meses do ano com o mesmo período em 2022.
O Norte do país tem a maior proporção de casos: 2,8 casos por 100 mil habitantes. Tocantins aparece novamente como o estado com mais registro da doença em relação ao tamanho da população em 2023.