O registro de uma dengue inédita em Santa Catarina em paciente de Itajaí colocou as autoridades sanitárias em alerta. Pela primeira vez, o Estado tem um paciente com o tipo 3 da doença, que pode ser especialmente grave para quem já foi infectado.
Santa Catarina registrou caso de tipo 3 da dengue pela primeira vez na história – Foto: Freepik/ReproduçãoO caso em específico é importado, ou seja, a infecção não foi em terras catarinenses, e sim em Punta Cana, na República Dominicana. No entanto, a DIVE (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) alerta para uma epidemia considerando fatores climáticos.
Chegada do verão e chuvas dos últimos meses aumentam transmissão da dengue
Tanto as chuvas dos últimos meses quanto a chegada do verão são potencializadores de propagação da doença, pois o Aedes Aegypti coloca seus ovos na água parada. Como a última estação do ano tem muitas precipitações fortes e rápidas, é um cenário favorável ao mosquito.
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Água parada é um dos principais ambientes de reprodução do Aedes Aegypti – Foto: Prefeitura de Palhoça/Divulgação/NDO tipo 3, classificado como DEN3, foi detectado em maio no Brasil, sendo a primeira vez em 15 anos que apareceu no País. Desde então, as autoridades monitoram esse subtipo.
Caso uma pessoa que já teve dengue anteriormente se infecte com o DEN3, ela corre alto risco de desenvolver dengue grave. Existe ainda um quarto tipo, o DEN4, mas esse não está em circulação.
Santa Catarina está atualmente, com mais de 118 mil casos da doença, segundo a DIVE, com 98 óbitos até o momento. A diretoria chamou ainda atenção para a circulação da chikungunya, que tem 16 registros de transmissão no Estado em 2023.