Dimensionamento de rede credenciada traz mais eficiência na gestão em saúde

Qualirede propõe acompanhamento contínuo para avaliação dos serviços e identificação de possíveis ajustes em todas as etapas dos atendimentos

Conteúdo Especial Florianópolis

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Aprimoramento de gestão identifica possíveis necessidades de ajustes – Foto: SchutterstockAprimoramento de gestão identifica possíveis necessidades de ajustes – Foto: Schutterstock

Aprimorar constantemente os serviços de saúde é primordial para se chegar a bons resultados. Para isso, um fator relevante é o dimensionamento de rede.

A Qualirede, especialista em soluções de saúde para o setor público, propõe que, a partir de parâmetros previamente definidos, haja o acompanhamento de forma continuada, para avaliar o quão aderente está a oferta dos serviços em saúde oferecidos pela rede credenciada para o atendimento das necessidades de uma população, identificando possíveis excessos ou insuficiências.

Fatores como o perfil da carteira, histórico de utilização, movimentos de invasão e evasão, distribuição geográfica e indicadores de tempo de espera devem ser observados na realização de um estudo estruturado, que acarretará em um atendimento coeso e eficaz.

Melhorando o atendimento

A Gerente de Rede Credenciada e Relacionamento com o Beneficiário da Qualirede, Iza Wiggers, explica que definir a quantidade de especialistas e serviços em saúde adequada para atender as necessidades da população é crucial não apenas para adequação do custo, como também para melhorar a qualidade do atendimento, aumentar a satisfação do usuário e fortalecer o relacionamento com os prestadores.

Além disso, para os planos regulamentados é possível incorporar às análises as resoluções normativas definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, a partir delas, ajustar toda a engrenagem.

“Especialmente as  operadoras que utilizam exclusivamente a rede aberta para seus beneficiários, uma rede credenciada corretamente dimensionada e qualificada é ainda mais importante”, diz Wiggers.

“A alta frequência de acionamentos, com acesso e uso indiscriminado de serviços em saúde e especialidades, fortalece a cultura, até então praticamente hegemônica, do fee-for-service, o que nem sempre privilegia uma assistência de qualidade ou a visão sistêmica e integrada da saúde do beneficiário”, explica a gerente.

Por isso, buscar soluções em saúde, como o cuidado coordenado e direcionado desses beneficiários, é uma forma de facilitar o acesso e garantir comodidade aos usuários, além de assegurar a cobertura correta para a necessidade dessa população.

Programas de qualificação

Em paralelo, programas de qualificação dos serviços de saúde devem fazer parte da rotina de operadoras, seja para definir quais prestadores serão admitidos ou mantidos na rede para atendimento, ou mesmo para o acompanhamento contínuo da qualidade.

Tal  qualificação ser atualizada periodicamente, além de  associada ao acompanhamento de indicadores assistenciais e pesquisas de satisfação dos beneficiários.

“Em suma: uma rede mal dimensionada e sem acompanhamento contínuo é sinônimo de prejuízo e insatisfação dos usuários. Quando em excesso, irá, sem sombra de dúvida, induzir a demanda pela oferta, gerando utilização plena não justificada, expondo os pacientes a riscos desnecessários e causando desconfortos”, resume a gerente.

“Por outro lado, quando insuficiente, não oferecerá o acesso a um atendimento adequado, o que, além da insatisfação e do risco para a operadora, gera, a médio prazo, custos maiores, decorrentes do agravamento de sintomas não diagnosticados precocemente, aumento das taxas de hospitalização e tratamentos de alta complexidade, o que, em algum momento, cobrará sua conta”, garante Iza Wiggers.