Dive divulga boletim sobre casos e mortes por SRAG em SC; veja os números

Período de estudo abrange entre 3 de janeiro e 8 de maio de 2021; dados são obtidos através da notificação dos casos suspeitos pelas vigilâncias epidemiológicas municipais

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Redação ND Florianópolis

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A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou, nesta quinta-feira (13), os dados da Vigilância da SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que monitora os casos hospitalizados e óbitos no Estado, entre 3 de janeiro a 8 de maio de 2021.

Número de mortes pela SRAG é de 49 nos primeiros quatro meses de 2020 – Foto: divulgação/K WhitefordNúmero de mortes pela SRAG é de 49 nos primeiros quatro meses de 2020 – Foto: divulgação/K Whiteford

Segundo o órgão, o objetivo é favorecer o conhecimento das doenças respiratórias agudas e virais com potencial epidêmico, mais incidentes no estado, a exemplo da Influenza, Covid-19, entre outras viroses.

Os dados são obtidos através da notificação dos casos suspeitos pelas vigilâncias epidemiológicas municipais, núcleos hospitalares de epidemiologia e CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) das unidades hospitalares das redes pública e privada.

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A doença

A Síndrome Respiratória Aguda Grave abrange casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização sem outra causa específica.

As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da Influenza do tipo A e B, Vírus Sincicial Respiratório, Sars-Cov-2, bactérias, fungos e outros agentes.

Definição de caso:

  • Síndrome Gripal – Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou gustativos.
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave – Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão ou dor persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto.

Perfil Epidemiológico dos Casos

Entre o período estipulado foram notificadas 31.645 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave em Santa Catarina, sendo:

  • Nenhum registro de SRAG causado pelos vírus da influenza A e B;
  • 453 (10,9%) foram classificados como SRAG não especificada (resultado negativo para influenza A – H1N1 e H3N2 – influenza B e outros vírus respiratórios);
  • 480 (80,5%) casos de SRAG foram ocasionados por outros vírus respiratórios – entre os vírus pesquisados estão 80 pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 01 pelo Rinovírus e 25.399 pelo SARS-COV-2;
  • 05 ocasionados por outros agentes etiológicos;
  • 707 casos (8,6%) estão em investigação.

Em relação ao sexo das notificações de SRAG, 17.692 (55.9%) ocorreram em pessoas do sexo masculino e 13.953 (44.1%) no feminino.

Entre as suspeitas de SRAG, a maioria (59,3%) apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (78,8%), com doença cardiovascular crônica (49,7%), diabetes mellitus (32,5%) e obesos (19,4%).

Perfil das mortes em SC

No período de estudo,  dos 31.645 casos notificados de SRAG, 8.330 evoluíram para óbito.

  • Nenhum registro de óbito causado pelos vírus da influenza A e B;
  • 333 (4,0%) foram classificados como SRAG não especificada (resultado negativo para influenza A – H1N1 e H3N2 – influenza B e outros vírus respiratórios);
  • 7.992 (96,0%) óbitos como SRAG ocasionada por SARS-COV2;
  • um óbito como SRAG ocasionada pelo VSR;
  • dois classificados como SRAG por outro agente etiológico;
  • dois estão em investigação.

Em relação ao sexo das pessoas que evoluíram para óbito, 4.683 (56.2%) ocorreu em pessoas do sexo masculino e 3.456 (43.8%) no feminino.

A distribuição das mortes confirmados por SRAG, segundo a Dive, é maior nas pessoas com idade acima de 60 anos.

Os dados das notificações mostram um cenário epidemiológico em que a transmissão predominante é a do Sars-Cov-2.

Entre as mortes em decorrência da SRAG a maioria, 76%, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (91,8%), com doença cardiovascular crônica (56,1%), diabetes mellitus (36,6%) e obesos (19,1%).

Vacinação contra Covid-19

Santa Catarina recebeu mais 152.550 doses de vacinas contra a Covid-19 nesta quinta-feira (13). Ao todo serão 79.750 doses da Astrazeneca/Fiocruz e 72.800 da Sinovac/Butatan. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde na tarde desta quarta-feira (12).

Vacinação contra Influenza

A 23ª Campanha de Vacinação contra Influenza começou no dia 12 de abril e se estende até 09 de julho de 2021. O público-alvo da campanha em 2021 compreende os seguintes grupos, em três fases de vacinação:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Idosos com 60 anos e mais;
  • Professores das escolas públicas e privadas;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento;
  • Forças armadas;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

“A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações”, reforça o órgão.

As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza são trivalentes, e contêm os antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B, sem adição de adjuvantes.

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