Recentemente, a cantora e atriz Manu Gavassi chamou atenção ao declarar ter retirado a prótese de silicone que implantou há cinco anos. A explicação para o procedimento é a de que ela acreditava não precisar mais do implante mamário para se sentir autossuficiente.
Segundo dados da ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), o explante mamário, procedimento de retirada de próteses de silicone, cresceu 33% no Brasil somente de 2018 para 2019.
A doença do Silicone é um termo genérico que pode englobar todas as complicações relacionadas ao implante – Foto: Banco de fotos Freepik/NDO último levantamento realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, em 2020, mostra que o Brasil realizou 1,3 milhão de cirurgias plásticas em um ano e, que desse total, 25 mil procedimentos foram para a retirada de implantes de silicone.
Seguir“Mas para além da autonomia e autoafirmação femininas, há outros dois motivos relacionados à saúde que podem levar à retirada das próteses: a doença do silicone e a Síndrome ASIA”, explica o Fernando Amato, cirurgião plástico e membro da SBP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).
A doença do Silicone é um termo genérico que pode englobar todas as complicações relacionadas ao implante. Porém, muitos a associam apenas com a toxicidade causada pela presença do silicone, que pode até ocorrer como o extravasamento do implante sem ele estar rompido.
Já na Síndrome ASIA, o implante de silicone serve como gatilho para o desenvolvimento de sintomas semelhantes aos das doenças reumatológicas e autoimunes, como dor nas articulações do corpo, cansaço, distúrbios do sono, perda de cabelo, olho e boca secos.