O catarinense e turistas este ano ficarão sem a tradicional festa de Réveillon na avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis. A prefeitura da Capital anunciou ontem que não haverá queima de fogos e nenhuma apresentação artística na virada do ano.
A decisão foi em decorrência da pandemia de Covid-19 e as incertezas quanto ao cenário epidemiológico na Capital. Entidades do setor turístico não se mostraram surpresas com a decisão.
Juliano Richter, secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico – Foto: Lucas Moço/Divulgação/ND“Foi uma decisão difícil de tomar. Se realizássemos o Réveillon seria de uma insensatez e antagônico. A prefeitura não pode estimular aglomeração. A prefeitura tinha que dar exemplo. A decisão mais correta é não fazer o evento”, disse o secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Juliano Pires.
SeguirSegundo números da prefeitura, o Réveillon na Beira-Mar reúne entre 80 mil a 90 mil pessoas.
Sobre o impacto da decisão no turismo e economia local, o secretário disse que não deverá afetar, drasticamente, nenhum dos dois setores. Ele disse que contou com a compreensão das entidades representativas das atividades turísticas da cidade.
“O efeito é mínimo. O turista não vem a Florianópolis por causa do Réveillon. Ele vem conhecer a cidade como um todo e aproveitava para curtir a virada de ano em nossa cidade. Esse turista que é regional, que vem de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, vai vir”, explicou.
Segundo ele, o percentual de turistas na festa girava em torno de 10% a 15%, juntando com catarinenses vindos de municípios de fora da Grande Florianópolis.
Em novembro de 2019, Florianópolis foi o destino brasileiro mais buscado por quem estava fazendo planos para o Réveillon no final do ano passado. A pesquisa foi divulgada pelo Voopter, sistema de busca e monitoramento de preços de passagens aéreas, que mostra as rotas e os destinos mais procurados para a virada do ano.
Fogos embelezaram o céu em Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/NDA informação do secretário é que o valor que seria investido no evento, algo em torno de R$ 1,5 milhão, será destinado para iniciativas de capacitação profissional para pessoas que necessitam de recolocação no mercado de trabalho ou para incentivar microempreendedores. “Mesmo sem a festa, poderemos estimular a economia”, comentou Pires.
Thais Krebs , gerente executiva do Floripa Convention & Visitors Bureau, associação formada por empresas da iniciativa privada de Florianópolis e Região que visam o desenvolvimento socioeconômico do destino por meio do aumento do fluxo turístico, informou que hoje terá uma reunião do grupo onde deverá um posicionamento quanto ao cancelamento e os efeitos no turismo, porém ela diz que a decisão adotada pela prefeitura era esperada pelo setor.
Para o presidente da (ABIH-SC) Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Osmar José Vailatti, apesar de ser um evento de muita tradição, o cancelamento do Réveillon à beira-mar não causou grande surpresa, já que o mundo vive o combate ao Coronavírus e que é necessário entender e mudar costumes. “A hotelaria buscará outras maneiras para encantar os visitantes e o público em geral”, declarou.
Natal
O secretário afirmou que a decoração natalina no centro da Capital será mantido, mas não confirmou os eventos com presença de público, como a chegada do Papai Noel e corais na escadaria da Catedral Metropolitana. “Estamos discutindo a programação de Natal, mas teremos decoração”, informou.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda se discute o que fazer no período natalino, mas não há nada de oficial.