Em Florianópolis, maioria optou por usar máscara após fim da obrigatoriedade

No primeiro dia útil depois da desobrigação do uso da proteção facial, alguns preferiram seguir utilizando a máscara, outros preferiram não usar

Foto de Paulo Rolemberg

Paulo Rolemberg Florianópolis

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O uso de máscaras de proteção, que deixou de ser obrigatório no último sábado (12), em Santa Catarina, mudou o cenário no Centro de Florianópolis. Enquanto uns optaram por seguir utilizando a proteção, outros preferiram aproveitar a falta de obrigatoriedade.

Esta segunda-feira (14) foi o primeiro dia útil após a publicação do Decreto 1.794 do governo do Estado que alterou regras de enfrentamento da pandemia, entre elas o fim da obrigação do uso de máscara em espaços abertos e fechados.

Maioria das pessoas na região do Centro da Capital optou pelo uso da máscara – Foto: Leo Munhoz/NDMaioria das pessoas na região do Centro da Capital optou pelo uso da máscara – Foto: Leo Munhoz/ND

No Centro da Capital catarinense, pessoas com e sem a proteção andavam lado a lado. O cenário se repetiu em diferentes ruas, postos de combustíveis, repartições públicas e nas lojas. Ao percorrer pela área central da cidade era perceptível que a maioria utilizava a proteção tanto em locais abertos e fechados.

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Pelas ruas, muitas pessoas carregando as máscaras nas mãos ou penduradas nos braços. Como foi o caso do carioca Tiago de Oliveira que há 15 dias visita Florianópolis.

Algumas pessoas, como carioca Tiago, se dividiram em não usar máscara em local aberto e usa-la em ambiente fechado – Foto: Leo Munhoz/NDAlgumas pessoas, como carioca Tiago, se dividiram em não usar máscara em local aberto e usa-la em ambiente fechado – Foto: Leo Munhoz/ND

“É muito importante o uso. Na rua, em local aberto eu não tenho usado, mas ao entrar em algum lugar que seja fechado eu coloco sim. Principalmente em ônibus”, disse ele, que se deslocava com destino ao Terminal Rodoviário Rita Maria.

Nos estabelecimentos comerciais e repartições públicas, o que se viu era a maioria utilizando a proteção facial. Alguns chegavam ao local sem utilizar a máscara, mas colocavam ao entrar no imóvel.

Nas lojas, os vendedores se dividiam em utilizar ou não a proteção. “Aqui o patrão disse que era para continuar usando”, disse uma vendedora de uma loja de produtos naturais.

Maioria optou pelo uso no transporte coletivo

No vai e vem de pessoas no Ticen (Terminal de Integração do Centro), a maior parte dos usuários utilizava a máscara. A reportagem observou que alguns chegavam ao local sem a proteção, mas colocavam ao entrar no espaço.

Casal Adair e Angela disse que uso da máscara é prevenção – Foto: Leo Munhoz/NDCasal Adair e Angela disse que uso da máscara é prevenção – Foto: Leo Munhoz/ND

Para o casal Adair e Ângela Cassol, o uso da máscara ainda continua sendo uma prevenção contra a Covid. Os dois informaram que, mesmo com a quarta dose da vacina, continuarão usando a proteção.

“Enquanto não tiver um número X de pessoas com a terceira dose da vacina, vamos continuar usando”, disse ele. “É uma prevenção, no ambiente com tanta gente assim como aqui no Centro, vamos continuar usando a máscara”, reforçou Ângela.

“Máscara não serve para nada”

Por outro lado, Milton Glitz, morador do Mato Grosso, e está a passeio em Florianópolis, aprovou a desobrigação do uso da máscara. “Fazia hora de acabar isso. Me diga uma coisa, como um pedaço de pano desse pode evitar que um microrganismo entre em nosso corpo? Não tem como, máscara não serve para nada”, comentou ele, que avisou ter tomado a terceira dose da vacina.

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    Milton diz que já estava na hora de acabar a obrigatoriedade do uso da máscara - Leo Munhoz/ND
    Milton diz que já estava na hora de acabar a obrigatoriedade do uso da máscara - Leo Munhoz/ND
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    Enquanto uns optaram por seguir utilizando a proteção, outros optaram pelo não uso - Leo Munhoz/ND
    Enquanto uns optaram por seguir utilizando a proteção, outros optaram pelo não uso - Leo Munhoz/ND
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    Usuários do transporte coletivo no primeiro dia útil sem a obrigatoriedade do uso da máscara - Leo Munhoz/ND
    Usuários do transporte coletivo no primeiro dia útil sem a obrigatoriedade do uso da máscara - Leo Munhoz/ND
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    No Ticen,, a maioria utilizava a proteção - Leo Munhoz/ND
    No Ticen,, a maioria utilizava a proteção - Leo Munhoz/ND
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    Algumas pessoas preferiram usar a máscara apenas em ambiente com aglomeração, como o transporte coletivo - Leo Munhoz/ND
    Algumas pessoas preferiram usar a máscara apenas em ambiente com aglomeração, como o transporte coletivo - Leo Munhoz/ND
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    Maioria das pessoas na região do Centro da Capital optaram pelo uso da máscara - Leo Munhoz/ND
    Maioria das pessoas na região do Centro da Capital optaram pelo uso da máscara - Leo Munhoz/ND

Glitz  reforçou que carrega uma máscara no bolso, porém usará em espaços fechados quando perceber que poderá deixar as outras pessoas, no mesmo ambiente, desconfortáveis. “Vou usar por respeito às pessoas que estiveram no local”, afirmou.

“Não se pode perder tudo o que foi conquistado”, diz professor

Para Lauro Mattei, coordenador-geral do Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o assunto da retirada do uso de máscaras retoma ao centro dos debates exatamente no momento em que o mundo se encontra diante de nova incerteza em relação ao controle efetivo da pandemia.

“Ainda não é hora de relaxar com as medidas preventivas essenciais, especialmente a flexibilização do uso de máscaras em qualquer ambiente. Como dissemos ainda em novembro de 2021, o processo de controle da pandemia está sendo bastante penoso para todos, porém não se pode perder tudo o que foi conquistado até o momento pela simples pressa de se abandonar medidas preventivas comprovadamente eficazes”, opinou.