A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) divulgou um novo boletim sobre a situação epidemiológica da febre amarela em Santa Catarina.
Os dados apontam que desde 1º de janeiro de 2021 até esta quinta-feira (8), foram notificados 59 casos da doença no Estado, 42 a mais do que em todo o ano de 2020 quando 17 casos foram registrados. Assim, as suspeitas de infecção aumentaram em 3,47 vezes, em apenas seis meses.
Em dois meses, houve um aumento de 21 novos infectados em Santa Catarina – Foto: Divulgação/Prefeitura de Blumenau/NDEntre o dia 3 de maio, quando eram 38 casos, e esta quinta (8), houve um aumento de 21 novas suspeitas em Santa Catarina.
SeguirNeste ano, os casos foram registrados nos municípios de Águas Mornas, Anitápolis, Blumenau, Imbituba, Palhoça, São Bonifácio e Taió. Com relação às mortes contabilizadas, todas foram de pessoas que não haviam tomado a vacina contra a febre amarela.
Prevenção à febre amarela
A Dive/SC informa que a circulação do vírus é alta e faz um alerta para que haja adoção de medidas de prevenção, como a vacinação em pessoas a partir dos nove meses de idade.
Até o mês de junho de 2021, a cobertura vacinal em Santa Catarina era de 78,42%.
Também vale prestar atenção no entorno da região onde se vive. A morte de macacos, de forma corriqueira, é o principal indício que precede a infecção em humanos de forma acentuada. O órgão de vigilância garante que o “deslocamento” da doença pelo Estado é identificado a partir da morte dos macacos.
A Dive/SC informa que o vírus está percorrendo as regiões do Nordeste, Planalto Norte, Médio Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio do Peixe. Ainda há uma expansão para a região da Serra catarinense, Alto Vale do Itajaí e Xanxerê.