O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve em Tubarão neste sábado (18). Na visita, Queiroga comentou a superlotação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) pediátricas em Santa Catarina. Segundo ele, o problema é antigo no país e reflexo de antigas gestões.
Ministro crê que o problema é antigo e está associado com antigas gestões – Foto: Kelvin Felipe/Divulgação/NDA visita a Tubarão foi motivada pela entrega das instalações do novo setor de radioterapia do HNSC (Hospital Nossa Senhora da Conceição). “Essa entrega faz parte de outras 53 Unidades semelhantes entregues pelo governo federal”, disse o ministro.
De acordo com Queiroga, o Ministério da Saúde já incrementou o teto de radioterapia em Santa Catarina para em R$ 900 mil. Para iniciar os atendimentos na unidade hospitalar de Tubarão, conforme o ministro, falta a contratualização do Estado com o hospital.
SeguirA coordenadora da enfermagem da radioterapia da unidade, Eloisa da Silva Souza, explicou que a entrega é um ganho para a cidade. Segundo ela, o tratamento precisa ser feito diariamente, sendo assim os pacientes com câncer precisavam se deslocar para Criciúma para realizar as sessões e agora poderão ter acesso mais próximo de suas residências.
“Isso traz mais conforto para o tratamento. Vamos atender em torno de 40 pacientes ao dia com uma máquina com capacidade operada para 60”, explicou a coordenadora.
Entrega do setor de radioterapia foi feita neste sábado (18) – Foto: Kelvin Felipe/Divulgação/NDFalta de leitos
Ao ser questionado sobre a falta de leitos no Estado, Queiroga disse que Santa Catarina sofre o impacto maior do inverno. O ministro justificou sua fala, explicando que “nessa época aumentam os casos de vírus respiratórios”.
Queiroga também foi questionado sobre auxílio federal por conta da lotação dos leitos. Sobre isso, o ministro afirmou que o gerenciamento dos hospitais é feito por Estados e Municípios e que “não é o governo federal que atende na ponta”.