A greve dos trabalhadores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chega ao segundo dia nesta quarta-feira (8) no Sul de Santa Catarina. Eles buscam a reposição dos reajustes salariais dos últimos quadros anos.
A empresa OZZ, que administra o Samu em SC, destacou à NDTV/Criciúma que só emitirá uma nota oficial completa quando chegar em um acordo com os trabalhadores.
Porém garantiu que os serviços seguem sendo realizados sem prejuízos maiores para a população.
Seguir“A OZZ Saúde tem se colocado à disposição dos sindicatos e
ministério público para que juntos e através de uma negociação transparente, possamos sanar os impasses e reivindicações das classes trabalhadoras”, informa comunicado da empresa.
Trabalhadores do Samu entram no segundo dia de greve nesta quarta-feira (8) no Sul de SC – Foto: Divulgação/SindisaúdeParalisação afeta transferências de hospitais no Sul de SC
A greve teve início nesta terça-feira (8) e um piquete foi montado pelo SindiSaúde (Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região) na frente do 9º Batalhão de Polícia Militar de Criciúma, onde é a central de regulação do Samu.
De acordo com o sindicato, os Samus tem atuado com metade dos cerca de 240 trabalhadores nas regiões da AMESC (Associação dos Municípios do Extremos Sul Catarinense) e AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera).
Desta forma, não estão sendo realizadas transferências de pacientes entre hospitais pelas ambulâncias do Samu. Porém segue o atendimento de casos de urgência e emergência.
“Essa greve é por tempo indeterminado. Estamos reivindicando a reposição dos reajustes dos últimos 4 anos que não foram repassados pela OZZ, lutando por férias, por melhores condições, para melhorar a vida dos trabalhadores. Este é o segundo dia de greve e contamos com a colaboração de todos”, afirma o presidente do SindiSaúde, Cleber Cândido.
Veja o vídeo do presidente do SindiSaúde:
Presidente do SindiSaúde, Cleber Cândido, fala sobre este segundo dia de greve do Samu no Sul de SC – Vídeo: Divulgação/SindiSaúde
MPT intermediou reunião em busca de solução
Em um plebiscito realizado pelo SindiSaúde em agosto deste ano foi aprovada a greve, sendo que 88% dos trabalhadores foram favoráveis a paralisação. O início estava marcada para o dia 1 de setembro. Porém o MPT (Ministério Público do Trabalho) pediu para que fosse adiada.
Uma reunião em busca de consenso foi realizada no MPT no dia 2 de setembro. Estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado da Saúde, OZZ, MPT e do Sindisaúde.
A proposta apresentada pela empresa foi de aumento salarial de 4% e o pagamento de férias de 10 funcionários por mês. Porém, o Sindisaúde buscava, também, o pagamento retroativo de 18.22% dos reajustes salariais.
O sindicato propôs, além dos 4%, o pagamento do retroativo em três parcelas, o que foi negado pela OZZ.
Confira na íntegra o comunicado repassado pela OZZ:
A paralização prevista é um ato constitucional, previsto em leis, porém seguindo várias regras, como a não paralização total dos serviços. Nossas esquipes de coordenação estão acompanhando todas as movimentações e podemos assegurar que o SAMU mantém o seu atendimento sem dano nenhum para a população. Todas as escalas estão compostas e suas equipes em base.
A OZZ Saúde tem se colocado à disposição dos sindicatos e
ministério público para que juntos e através de uma negociação transparente, possamos sanar os impasses e reivindicações das classes trabalhadoras.