Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, vive um dos momentos mais críticos da pandemia da Covid-19. A alta transmissão do vírus tem preocupado até mesmo os empresários. O proprietário de uma padaria está com três colaboradoras com a Covid-19 e avalia a possibilidade de suspender as atividades na padaria por alguns dias em decorrência do colapso na saúde.
Com 14 funcionários e há 12 anos atuando no ramo de panificação, o empresário teme pela segurança de sua família e seus colaboradores. Desde o início da pandemia cinco empregados já contraíram o vírus, mas a situação nunca esteve tão crítica. O filho, a filha, a esposa e o genro também trabalham na padaria.
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Preocupação é com a situação da pandemia. – Foto: Freepik/Divulgação/NDO gerente da padaria, diz que o maior medo é pelas crianças da família. “As colaboradoras estão se recuperando bem, mas o nosso medo é porque tenho duas filhas, uma de 2 anos e outra de 2 meses. Zelamos pela segurança deles. Graças a Deus até agora nenhum familiar próximo testou positivo, mas é preciso redobrar os cuidados neste momento”, disse Rafael Cardozo.
Essa é a primeira vez que o empresário Darci de Almeida cogita suspender temporariamente as atividades na padaria. No início da pandemia, por trabalhar com alimentação, teve apenas que reduzir o número de funcionários e de clientes no espaço. Como a circulação de pessoas e de dinheiro no local é diária, a preocupação é dobrada.
“A situação está muito complicada em Chapecó e, infelizmente, algumas pessoas ainda não acreditam no vírus. Alguns amigos e parentes pegaram e tive até clientes de muitos anos que faleceram em decorrência do vírus. É muito triste”, comentou.
Situação é preocupante
Chapecó vive o pior momento da pandemia desde março de 2020. Atualmente são 2.241 pessoas com o vírus ativo e outras 1.348 com suspeita da doença. O número de mortes chegou a 161 nesta terça-feira. Somente nesta semana foram seis novos óbitos.
O número de pacientes internados é de 164, sendo 58 em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), 88 em enfermaria e outros 18 em outros setores. Com a superlotação dos hospitais, pacientes estão sendo transferidos para outros municípios.