Entenda as regras para a participação das corridas de rua em SC

Portaria definiu regras que precisam ser adotadas por organizadores e participantes; entenda quais critérios serão levados em conta para permissão da prova

Marcos Jordão Florianópolis

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A SES (Secretaria de Estado da Saúde) e a Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) publicaram uma portaria conjunta, na última terça-feira (15), liberando as corridas de rua em Santa Catarina. Dessa forma o ND+ explica as regras para a participação.

Todos os participantes precisam usar máscara durante a prova – Foto: Daniel Werneck/divulgação/NDTodos os participantes precisam usar máscara durante a prova – Foto: Daniel Werneck/divulgação/ND

Primeiro, a portaria define que está liberado, no máximo, 200 pessoas nas regiões em nível gravíssimo (vermelho). No laranja, é permitido 300 participantes. Nos níveis alto (amarelo) e moderado (azul) são permitidas 600 e 1.000 participantes, respectivamente. Vale ressaltar que o limite máximo, conforme a situação da cidade, será definido após avaliação.

É importante destacar que está proibido a participação de menores de 18 anos, idosos acima de 60 anos, gestantes e pessoas com comorbidades ou deficiências permanentes em municípios localizados em regiões que estejam em níveis gravíssimo e grave.

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Regras para os participantes

Assim como destacou o presidente da Fesporte, Kelvin Nunes Soares, os participantes deverão apresentar teste contra a Covid-19 realizado 24 horas antes da prova.

“Não podemos recuar ou baixar a guarda para a Covid-19. Mesmo sabendo que a atividade física é importante, mas é necessário retomar com muito zelo e segurança para todos os envolvidos”, explicou Kelvin Soares.

O presidente da Sociedade Catarinense de Infectologia, Fábio Gaudenzi, complementa afirmando que a realização dos testes é importante para identificar possíveis casos assintomáticos.

Além disso, é obrigatório o uso de máscara durante toda a prova e o distanciamento de dois metros entre os participantes. A fiscalização das medidas sanitárias será realizado pela Vigilância Sanitária municipal. Porém, assim como explica Kelvin Soares, o distanciamento durante a corrida será “autocuidado que as pessoas precisam seguir”.

O infectologista Fábio Gaudenzi alerta especialmente para a largada da prova por conta da possível aglomeração, neste momento.

“É um tema controverso (liberação das corridas), mas com  regramento proposto, com o uso de máscaras, acaba sendo mais seguro. O grande problema é a concentração antes da largada”, explicou.

Ainda conforme a portaria, o monitoramento ao cumprimento das medidas de prevenção deve ser realizado por fiscais de prova posicionados em “pontos estratégico durante todo o evento”.

Critérios para realização

Os organizadores devem elaborar um plano operativo do evento, conforme os critérios definidos na matriz de avaliação de risco sanitário para a modalidade.

Os fatores para a caracterização da corrida de rua vão desde a declaração do tempo estimado da duração da prova, local do evento, caracterização – necessita da explicação de quais são os “atores envolvido”, por exemplo, atletas, técnicos, organizadores, trabalhadores, contratador, trabalhadores voluntários, imprensa, população envolvida (número estimado, grupo etário, gênero, nacionalidade, características culturais e outras. Assim como registrar a presença de atores envolvidos de outras regiões do país ou exterior.

Além disso, as características sanitárias e ambientais das áreas influenciadas pelo evento que podem ter relação com doenças transmissíveis e sazonais, de natureza infecciosa ou não.

Em seguida, a avaliação do limite de participantes é obtido a partir da avaliação do resultado do potencial de risco do evento, obtido através dos indicadores da matriz de avaliação de risco sanitário, anexado na portaria:

  • Potencial de risco baixo: Limite máximo de participantes, conforme o resultado da matriz de risco potencial regional
  • Risco médio: Permitido 80% do limite máximo de participantes, conforme resultado da matriz de risco potencial regional;
  • Risco alto: Permitido 50% do limite máximo
    de participantes, conforme resultado da matriz de risco potencial regional;
  • Risco altíssimo: Impossibilitada a realização do evento.

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