Entenda como irá funcionar a vacinação de adolescentes em SC

As instruções foram divulgadas em nota técnica assinada ainda na terça-feira e a orientação é que cidades que contam com doses do imunizante Pfizer já comecem a imunização

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Redação ND Florianópolis

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A Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) divulgou, nesta terça-feira (31), as instruções aos municípios do Estado sobre como deve funcionar a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes com idades entre 12 e 17 anos.

A orientação é que as cidades com doses disponíveis da vacina Pfizer já podem dar início a vacinação dos adolescentes. Atenção para a autorização dos pais que deve ser exigida para os adolescentes. Há também deliberação para a vacina de reforço, chamada 3ª dose.

Dive emitiu nota técnica instruindo os municípios sobre como deve funcionar a vacinação deste grupo – Foto: Prefeitura de Itajaí/DivulgaçãoDive emitiu nota técnica instruindo os municípios sobre como deve funcionar a vacinação deste grupo – Foto: Prefeitura de Itajaí/Divulgação

O único imunizante autorizado para o grupo é o do fabricante Pfizer, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para esse público.

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Desta forma, os municípios podem iniciar a vacinação deste grupo com as vacinas disponíveis nos estoques das secretarias municipais de Saúde.

A continuidade da vacinação deste grupo dependerá do envio de doses por parte do Ministério da Saúde. Essas doses serão distribuídas de forma proporcional aos municípios catarinenses.

Segundo a Dive, a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos de idade deve ser operacionalizada em dois grupos, da seguinte forma:

  • Grupo Prioritário – adolescentes de 12 a 17 anos: gestantes, puérperas, lactantes, com deficiência permanente, portadores de comorbidades e privados de liberdade;
  • Geral – adolescentes de 12 a 17 anos: por faixa etária.

A partir do total de doses encaminhadas pela SES (Secretaria de Estado da Saúde), os municípios devem destinar, a cada remessa, 10% das doses para os adolescentes do grupo prioritário e 90% das doses para os adolescentes em geral por faixa etária.

A vacinação por faixa etária deve ocorrer de forma escalonada, da maior para a menor idade, considerando o quantitativo de doses disponíveis. Os adolescentes indígenas, quilombolas, em situação de rua e privados de liberdade serão vacinados pelas áreas que atendem essa população.

Grupos prioritários:

  • Dentro do grupo prioritário, são considerados indivíduos com deficiência permanente aqueles que apresentem uma ou mais das seguintes limitações:
  • Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas;
  • Indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir;
  • Indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar;
  • Indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola, brincar, etc

Portadores de comorbidades:

  • Em relação aos indivíduos portadores de comorbidades, serão considerados aqueles com as situações listadas abaixo:
  • Diabetes mellitus e doenças metabólicas hereditárias (doença de Gaucher, mucopolissacaridoses e outras);
  • Doenças pulmonares crônicas (asma grave, fibrose cística, fibroses pulmonares, broncodisplasias);
  • Cardiopatias congênitas e adquiridas;
  • Doença hepática crônica;
  • Doença renal crônica;
  • Doenças neurológicas crônicas (paralisia cerebral, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; deficiência neurológica grave);
  • Imunossupressão congênita ou adquirida (incluindo HIV/Aids, câncer, transplantados de órgãos sólidos e medula óssea e pacientes em uso de terapia imunossupressora devido à doença crônica como doenças reumatológicas e doenças inflamatórias intestinais – Crohn e colite ulcerativa);
  • Hemoglobinopatias (anemia falciforme e talassemia maior);
  • Obesidade grave (IMC: escore z>+3);
  • Síndrome de down.

Autorização dos pais

Vale ressaltar que a vacina só será aplicada em adolescentes que tiverem autorização dos pais ou responsáveis legais. Caso o adolescente esteja acompanhado por um adulto responsável, a vacinação pode ser consentida por meio de uma autorização verbal.

Se não houver a presença de um adulto responsável, a vacinação só poderá ocorrer mediante a apresentação de um termo de consentimento preenchido pelo responsável.

Início da vacinação de adolescentes deve atrasar

Vale ressaltar que grande parte dos municípios do Estado não deve iniciar a imunização do grupo nesta quarta-feira (1º), uma vez que não chegaram doses o suficiente da vacina.

Poucas cidades que tinham estoque disponível devem iniciar a vacinação do grupo e, assim, poderão seguir as instruções da Dive de dar início ao processo de imunização.

É o caso dos municípios de Brusque, no Vale do Itajaí, Canoinhas e Balneário Barra do Sul, no Norte, além de Nova Veneza, Içara e Tubarão, no Sul.

Santa Catarina planejava vacinar toda a população adulta com ao menos uma dose até o dia 31 de agosto. Ao todo, 675 mil doses são necessárias para vacinar cerca de 20% da população adulta que ainda falta, segundo a Dive/SC.

O ND+ entrou em contato com as 20 maiores cidades do Estado. Florianópolis foi a única que atingiu 100% da população adulta vacinada prevista.

Entretanto, ainda faltam cerca de 2 mil moradores: as estimativas do município se baseiam em projeções, uma vez que o último Censo foi feito em 2010 e não necessariamente coincide com a realidade.

Outras cinco cidades aplicaram a D1 em mais de 90% do público: Chapecó (95%), Palhoça (95,4%), Tubarão (96,2%), Lages (95%) e Concórdia (96,6%). Por outro lado, Rio do Sul e Gaspar sequer ultrapassaram a casa dos 80%.

Balneário Camboriú, Joinville, Rio do Sul e Blumenau estão entre as prefeituras que informaram estar aguardando novas vacinas. A prefeitura de Criciúma, por exemplo, estima aplicar a D1 em todos os nove mil adultos faltantes até a primeira quinzena de setembro, quando está previsto o início da dose de reforço para idosos.

Reforço para idosos

Conforme reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartite) realizada no último dia 24, foi pactuado o início da aplicação da dose de reforço em idosos com mais de 70 anos de idade já para o mês de setembro.

Da mesma forma, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da dose de reforço em pessoas com alto grau de imunossupressão, sendo que as orientações foram detalhadas em Nota Técnica do MS. A vacinação deste grupo será iniciada em 15 de setembro de 2021.

Vacinação dos idosos, a chamada 3ª dose, será administrada de acordo com a demanda da SES. – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/NDVacinação dos idosos, a chamada 3ª dose, será administrada de acordo com a demanda da SES. – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/ND

A dose de reforço a ser administrada nos idosos com mais de 70 anos e nas pessoas com alto grau de imunossupressão é a do fabricante Pfizer. Caso exista a disponibilidade de outras vacinas poderão ser utilizadas, de maneira alternativa, aquelas de vetor viral como as dos fabricantes
Janssen ou Astrazeneca/Fiocruz.

Neste caso, a Dive vai realizar a recomendação conforme as remessas de vacinas. Neste momento, a aplicação da dose de reforço nos idosos com mais de 70 anos de idade pode ser iniciada considerando as doses que, porventura, estejam armazenadas nas Secretarias Municipais de Saúde.

A partir do recebimento de novas remessas enviadas pelo Ministério da Saúde, a DIVE/SC realizará a orientação sobre o quantitativo destinado para a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos de idade; para a aplicação da dose de reforço em idosos com mais de 70 anos; e pessoas com alto grau de imunossupressão.

A dose de reforço deve ser administrada nos idosos acima de 70 anos que receberam a segunda dose ou dose única da vacina, ou seja, completaram o esquema vacinal, há pelo menos 6 meses, independente do imunizante aplicado.

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