Entidades de saúde alertam para aumento de leptospirose no Rio Grande do Sul

Diante das inundações no Rio Grande do Sul, há receios para aumento de doenças causadas por animais no estado

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Diante das inundações que não param de deixar rastros de destruição no Rio Grande do Sul, a Sociedade Brasileira de Infectologia, em conjunto com a Sociedade Gaúcha de Infectologia e a Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, fez um alerta sobre leptospirose. Uma nota técnica foi divulgada neste domingo (5) sobre a temática.

Rio Grande do Sul pode ter aumento de casos de leptospiroseEntidades alertam para o possível aumento de leptospirose no Rio Grande do Sul – Foto: Soldado Gustavo Maciel Keller/CBMSC/Reprodução/ND

No documento, as entidades alertam sobre o aumento do risco de contrair a doença e a melhor forma de prevenir a doença.

Uso de medicamentos no Rio Grande do Sul

Apesar de não ser recomendado como prática comum, o uso de antimicrobianos foi recomendado pelas entidades.

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A recomendação, segundo o documento, considera o uso em circunstâncias de elevado risco, como em situações de exposição contínua a alagamentos e águas contaminadas, independentemente da presença ou ausência de lesões na pele.

A orientação é baseada em estudos sobre a doença, incluindo um guia feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2003. Nele, apesar de algumas limitações, o uso dos medicamentos indicam potencial benéfico em casos como o do Rio Grande do Sul.

As entidades responsáveis pelo documento recomendam a administração de doxiciclina em dose única para adultos em situações de alto risco pós-exposição.

Para crianças, a dose é calculada com base no peso corporal, com uma dose máxima estabelecida. Alternativamente, a azitromicina pode ser utilizada sob as mesmas condições.

A nota destaca que os grupos elegíveis para essa intervenção incluem equipes de socorristas e voluntários que tiveram exposição prolongada à água de enchente, especialmente quando os equipamentos de proteção individual não são suficientes para evitar essa exposição.

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