Após o anúncio do descredenciamento dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria destinados ao tratamento da Covid-19 do HRO (Hospital Regional do Oeste), pelo Ministério da Saúde, as entidades empresariais de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, se manifestaram.
Hospital teve 92 leitos descredenciados – Foto: Divulgação/NDA situação pegou a comunidade chapecoense de surpresa. Dos 40 leitos de UTI e 57 de enfermaria, o HRO conseguiu prorrogar até o fim de outubro apenas cinco leitos de UTI. Os outros 92 leitos seguem.
Nesta terça-feira (20) o hospital possui 16 pacientes internados, sendo sete de Chapecó e nove de outros municípios. Os pacientes que não estão em leitos de UTI Covid-19 habilitados pelo Ministério da Saúde foram colocados em uma lista de espera da Central de Regulação. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga os fatos.
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O presidente da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Chapecó), Nelso Akimoto, recebeu com indignação a notícia e imediatamente contatou a direção do HRO para se informar e agir em prol da cidade. Segundo Akimoto, a entidade foi informada que a prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, já estava tratando do caso, assim como a Secretaria de Estado da Saúde que somente comunicou o que recebeu da instância federal.
O presidente se colocou à disposição para colaborar e informa que a ACIC acionou os contatos políticos federais da região para auxiliar nessa situação inadmissível e que compromete a avaliação das condições de Chapecó com relação à plataforma de avaliação do Estado. “Isso pode nos levar para o status mais preocupante, nos colocando na classificação de risco alta (vermelha) com relação à Covid-19 e também comprometer o atendimento no HRO, uma vez que os recursos deixam de ser repassados, transformando o que já é preocupante em caso muito crítico”, disse.
Decisão injusta
O presidente do CEC (Centro Empresarial de Chapecó), Cidnei Luiz Barozzi, considera o descredenciamento dos leitos de UTI para atendimento das vítimas do coronavírus no HRO, bem como a suspensão das cirurgias eletivas, uma medida completamente intempestiva tomada pelo Ministério da Saúde.
Segundo ele, no caso do HRO, é uma lacuna maior ainda diante da atuação de âmbito regional que é prestada. “Essa situação é injusta e insustentável porque deixa pacientes desassistidos e desconsidera uma ação básica que é obrigação do poder público, num momento em que a atenção deve ser mantida e até ampliada, para suprir necessidades da comunidade local e regional”, lamenta.
Situação lamentável
Já o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó), Clóvis Afonso Spohr, lamenta profundamente o ocorrido e fica surpreso pelo descredenciamento em um momento em que a pandemia é o assunto principal. De acordo com ele a situação, de certa forma, é frustrante, mas é necessário encontrar soluções e não perder o foco na saúde humana.
“O momento da pandemia não passou, não podemos vacilar. Todos os leitos são de fundamental importância para a segurança de Chapecó e região”, afirma. Segundo ele, a manifestação da entidade é para que todas as medidas sejam rapidamente tomadas e superada essa situação constrangedora que gera insegurança com relação a saúde pública. “Esperamos que os responsáveis assumam suas devidas responsabilidades e se retorne o mais rápido possível esse credenciamento para não deixar desassistido os pacientes o hospital”, complementa.