Em ofício encaminhado nesta sexta-feira (10) ao prefeito de Joinville, Udo Döhler, a Câmara Setorial de Gastronomia e Entretenimento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Joinville; o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Joinville e Região (VivaBem) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina (Abrasel-SC) se manifestaram sobre medidas restritivas impostas aos restaurantes, bares, lanchonetes e similares.
“Levando em consideração a aglomeração em mercados, supermercados e até em lojas de departamento, assim como o excesso de passageiros nos ônibus em alguns horários do dia, causa-nos estranheza as medidas restritivas impostas aos restaurantes, bares, lanchonetes e similares para o funcionamento após as 20 horas durante a semana e somente até as 15 horas aos sábados e domingos”, destacam no ofício.
As entidades acrescentam que, desde o início da quarentena, em março, o setor não conseguiu se recuperar dos prejuízos provocados pelos dias de portas fechadas, registrando movimento 70% inferior ao mesmo período do ano passado.
Seguir“Com a regra de que os restaurantes operem com apenas 50% de sua capacidade para receber clientes, não tem ocorrido aglomeração durante o atendimento”, garantem.
Segundo eles, é inviável começar o atendimento às 18h30 e ter de fechar as portas às 20 horas. A mesma reclamação vale para os finais de semana, já que o novo decreto permite funcionamento somente até as 15 horas.
“O setor está perto de colapsar e estas medidas só prejudicam a manutenção de empregos”, argumentam.
Florianópolis é citada como exemplo
Como base, as entidades citaram Florianópolis, já que lá a Prefeitura adotou restrição semelhante e o próprio prefeito reconheceu que ela não gerou o efeito esperado de aumentar o isolamento das pessoas.
“Apenas fez o deslocamento de consumo da Capital para cidades vizinhas, principalmente aos finais de semana. Assim, dias depois, a Prefeitura voltou atrás e estendeu o horário de funcionamento”, lembram.
Por fim, as entidades que assinaram o ofício solicitaram alterações nos horários de fechamento e outras restrições e obrigações impostas no Decreto 38.777, sugerindo que bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres encerrem as atividades às 23 horas, sendo que após as 22 horas seja proibida a entrada de novos clientes. O pedido é que este horário seja vigente todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
Como justificativa para ampliar o horário de atendimento dos estabelecimentos, as entidades citaram a manutenção dos negócios e dos empregos seguindo todas as regras de higiene.