Entidades ‘votaram’ a favor de lockdown em SC em reunião do Coes; entenda

Ao menos quatro representantes do conselho se mostraram favoráveis à adoção de medidas mais restritivas em três regiões do Estado

Luana Amorim Joinville

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Ao menos quatro entidades foram favoráveis à adoção do lockdown em algumas regiões de Santa Catarina durante a reunião do Coes (Centro de Operações de Emergência em Saúde) nesta quarta-feira (17). 

O encontro foi marcado para discutir o pedido do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e DPE (Defensoria Pública do Estado) para que a medida fosse decretada por 14 dias, em cumprimento da decisão judicial proferida na última segunda-feira (15).

Medida foi discutida após decisão judicial da última segunda-feira (18)  – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDMedida foi discutida após decisão judicial da última segunda-feira (18)  – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Segundo o consultor de saúde da Fecam (Federação Catarinense dos Municípios), Jailson Lima, durante a reunião houve uma votação simbólica para decidir o assunto. Nessa consulta, quatro entidades se apresentaram favoráveis ao lockdown nas regiões onde os indicadores de saúde estão mais graves: Grande Florianópolis e Planalto Norte e Nordeste.

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“A Fecam tomou posição, junto com as demais entidades, que seguindo apresentação dos dados epidemiológicos, há necessidade de lockdown ou medidas extremamente restritivas em algumas regiões”, explica.

As entidades que foram favoráveis ao pedido são:

  • Conselho Estadual de Saúde;
  • Coren (Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina);
  • Cosems (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina);
  • Fecam.

Ao fim da reunião, o Coes definiu que não haverá lockdown neste momento em Santa Catarina. Em contrapartida, o grupo propôs novas ações para deter o contágio da Covid-19 no Estado.

Entre elas estão multas, horários diferenciados e uma atenção ainda maior durante a Páscoa. Também foram sugeridos fechamentos mais rígidos para as regiões que se encontram em situação mais graves.

A proposta, agora, será encaminhada ao governador Carlos Moisés para deliberação. Segundo a decisão da Justiça, o governo tem 24 horas para colocar em prática ações propostas pelo Coes.

Além disso, nesta quinta-feira (18) uma nova reunião do Centro está marcada para discutir medidas que serão válidas na próximas semanas no Estado.

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