A equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Balneário Camboriú, município do Litoral Norte de Santa Catarina, foi fundamental para impedir o suicídio de uma jovem.
Equipe do Samu presta atendimento para paciente de Balneário Camboriú – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/NDNa ocasião a paciente havia acionado o serviço 192 alegando uma torsão de tornozelo. No entanto, quando a equipe chegou ao local, ela negou o atendimento e assinou um termo de recuso ao serviço.
Como apresentou uma expressão de tristeza e a aparência de quem havia chorado recentemente, o socorrista Bruno de Souza, que atendeu a ocorrência, voltou para a base com a impressão de que a jovem precisava de ajuda.
Seguir“Ele disse que era importante tentarmos contato, porque estava muito nervosa e havia a impressão de que algo não estava bem. Retornamos a ligação pela central, mas ela recusava as chamadas. Então, resolvi ligar do meu número pessoal”, conta o médico Eduardo Nichele.
Então, a jovem atendeu a ligação, e o profissional iniciou um diálogo. “perguntou porque eu estava insistindo na chamada, e eu disse que ela era importante para a gente. Foi então que começou a chorar e disse que estava na rua e pretendia se jogar no mar”, lembra.
“Sabe-se que muitas vezes, até seis meses antes de consumar o ato, pessoas com risco de suicídio procuram ajuda no serviço de saúde, não necessariamente especializados em saúde mental”, comenta Nichele.
De acordo com ele, alguns pacientes que consumam o suicídio, especialmente as idosas, esteve em contato com serviços da Atenção Primária à Saúde no mês anterior ao ato, muitas vezes com queixas clínicas diversas, vagas ou inespecíficas.
Por fim, Nichele conta que enfrentou uma situação parecida no passado, no consultório em que atende como ginecologista, e lembrou-se da estatística na hora de insistir no contato com a jovem.
Enquanto o médico da central conversava com a jovem, o socorrista percorria as ruas de Balneário Camboriú para encontrá-la. A ambulância atendeu a paciente, que foi levada para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e acolhida.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio atendendo, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre total sigilo através do contato 188.