Escorpião-amarelo tem ‘boom’ de aparições e acende alerta na Grande Florianópolis

As aparições aconteceram em Santo Amaro da Imperatriz e fizeram com que a Vigilância Epidemiológica emitisse um alerta sobre os cuidados com o escorpião-amarelo, que pode ser letal

Foto de Ada Bahl

Ada Bahl Florianópolis

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O escorpião-amarelo tem sido o terror na vida dos moradores de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, nas últimas semanas. As aparições do animal têm aumentado no município, o que preocupa a Secretaria Municipal de Saúde.

Aparições de escorpião-amarelo tem ‘bum’ na Grande FlorianópolisAparição do animal em casas acendeu alerta o município – Foto: PMF/Divulgação/ND

A Vigilância Epidemiológica informou que os principais relatos têm sido em ambientes domésticos, ou seja, casas e apartamentos, o que motivou o órgão a recomendar algumas medidas preventivas para moradores:

  • Manter quintais e jardins limpos, evitando o acúmulo de folhas secas e lixo.
  • Acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos ou recipientes fechados. Evitar descartar lixo em terrenos baldios.
  • Realizar a limpeza de terrenos baldios situados cerca de dois metros ao redor dos imóveis.
  • Eliminar fontes de alimento para baratas, aranhas, grilos e outros animais invertebrados que servem de alimento para os escorpiões.
  • Evitar criar ambientes propícios para o abrigo de escorpiões, como entulho de obras, superfícies sem revestimento e locais úmidos.
  • Remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados, evitando acúmulo excessivo.
  • Preservar inimigos naturais dos escorpiões, como aves noturnas (corujas, joão-bobo), pequenos macacos, quatis, lagartos, sapos e gansos (note que galinhas não são eficazes agentes controladores de escorpiões).
  • Evitar queimadas em terrenos baldios, pois podem desalojar os escorpiões.
  • Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros.
  • Manter as fossas sépticas bem vedadas para evitar a passagem de baratas.

A Secretaria ainda complementa que está tomando todas as providências necessárias, realizando buscas ativas e ações educativas de prevenção para diminuir os incidentes com esse animal.

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Biólogo explica sobre escorpião-amarelo

O biólogo Jackson Preuss fala que o escorpião-amarelo, de nome científico Tityus serrulatus, tem se adaptado muito bem em ambientes urbanos. “Isso é um problema muito grande”, comenta.

Outra questão que Preuss pontua sobre a adaptação do escorpião na cidade é que ele costuma viver no meio do entulho, com acúmulo de matéria orgânica.

Escorpião-amarelo gosta de viver em entulhos, com acúmulo de matéria orgânica – Foto: Secom/Divulgação/NDEscorpião-amarelo gosta de viver em entulhos, com acúmulo de matéria orgânica – Foto: Secom/Divulgação/ND

“Por ele se alimentar de insetos, dependendo da época do ano, acaba tendo um crescimento populacional muito grande. Esses escorpiões têm uma média de 20 a 30 filhotes em cada período reprodutivo”, explica.

Sobre o aumento na incidência do escorpião-amarelo, o biólogo salienta que o aparecimento é influenciado pelo aumento das temperaturas e das chuvas, pois assim, precisam procurar abrigo, “e nesse deslocamento que ocorrem muitas vezes esses encontros ocasionais”.

Espécie é uma das mais perigosas do Brasil, diz biólogo  – Foto: Prefeitura de Chapecó/Divulgação/NDEspécie é uma das mais perigosas do Brasil, diz biólogo  – Foto: Prefeitura de Chapecó/Divulgação/ND

Jackson orienta que caso alguém encontre em casa, é importante ter muita cautela na hora de retirar o animal.

“A orientação é chamar algum órgão responsável, como Bombeiros ou até mesmo a Polícia Militar Ambiental, para evitar algum tipo de acidente, porque pode ser bem grave”.

Ele salienta que entre as espécies no Brasil, o escorpião-amarelo é o mais perigoso, principalmente porque há registro de morte causada por esses animais.

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