“Estamos em colapso”: como fica Joinville após declaração do secretário de Estado da Saúde

André Motta Ribeiro admitiu estado crítico em toda Santa Catarina na noite de quarta-feira (24)

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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A situação da pandemia em Santa Catarina se agrava dia após dia. O colapso na rede de saúde de Chapecó, no Oeste, se espalha rapidamente por todo o Estado e na noite de quarta-feira (24), o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, emitiu um ofício em tom desesperador aos municípios catarinenses admitindo o colapso e pedindo reforço nos estoques de medicamentos.

Secretário municipal de saúde garante insumos para o tratamento da Covid-19 em Joinville – Foto: Carlos Jr./NDSecretário municipal de saúde garante insumos para o tratamento da Covid-19 em Joinville – Foto: Carlos Jr./ND

Nesta quinta-feira (25), Santa Catarina já soma mais de 7,1 mil mortes e mais de 650 mil casos da Covid-19. Em Joinville, o secretário municipal de Saúde, Jean Rodrigues, garante que o município se antecipou e reativou o comitê de crise para monitorar e mensurar a situação da rede de saúde, observando a autonomia dos estoques.

“Não teremos esse desafio nos próximos 30 dias mesmo com picos de atendimento. Sempre trabalhamos com estoque para 60 dias, o aumento da demanda reduziu esse quantitativo, mas não teremos esse desafio”, afirma. Ele ressalta, ainda, que o município já iniciou os pedidos de novos insumos, evitando uma corrida desesperada por medicamentos e outros itens para assistência aos pacientes.

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No ofício enviado aos municípios, Motta Ribeiro pede além de reforço no kit intubação, o aumento no quantitativo de oxigênio e equipamentos de proteção individual. Para o secretário municipal, o maior desafio de Santa Catarina é a mão de obra e esta é uma demanda que só o Estado pode resolver com agilidade, solicitando reforço ao Ministério da Saúde e viabilizando contratações de profissionais de fora do Estado.

Joinville soma, atualmente, mais de 57,3 mil casos confirmados desde o início da pandemia, 688 mortes e nove leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para adultos disponíveis.

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