‘Falsa grávida’ não podia fazer sexo por conta de doença que afeta 2 milhões de brasileiras

Mulher de 29 anos sofria com dores intensas e não podia manter relações sexuais por conta de doença que precisava de cirurgia

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Redação ND Florianópolis

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Uma mulher de 29 anos chamou a atenção ao compartilhar um relato sobre uma condição que a deixava com aparência semelhante a de uma grávida – mesmo sendo impedida de manter relações sexuais por um quadro de saúde que os médicos acreditavam que ela tinha. Na realidade, a doença que a afetava atinge cerca de dois milhões de mulheres no Brasil: a endometriose.

Mulher tirando foto no espelho mostrando barriga inchada. Ela usa top preto e short cinzaRelato de jovem que sofria com endometriose hoje serve de alerta para outras pessoas – Foto: Kennedy News/The Sun/Reprodução

Sarah Mahon vive em Londres, na Inglaterra, e sofria com menstruações intensas desde a adolescência. Nos últimos anos, a situação ficou tão grave que ela chegou a ser internada com cólicas extremas e problemas de digestão, conforme publicado pelo jornal britânico The Sun.

Mahon relembra que vivia “constantemente enjoada e inchada” e que a equipe médica acreditava que a situação não passava de uma SII (Síndrome do Intestino Irritável) e que a mudança na alimentação resolveria – mas na verdade Sarah sofria com endometriose.

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“Eu sentia dores diariamente. Se eu estivesse andando, os nervos piorariam e eu sentiria muita dor. Eu simplesmente ficava em casa, a menos que fosse necessário”, diz Sarah.

Além das cólicas, ela conta que também sofria com fadiga e dores intensas durante o sexo – sintomas da endometriose – e que isso atrapalhou a sua relação com o namorado.

“Parei de fazer sexo com meu namorado porque não valia a pena sentir a dor. E eu estava ficando muito ansiosa com a dor durante e depois. Meus dias eram apenas para me levantar, trabalhar e tentar passar o dia”.

Mulher tirando foto no espelho mostrando barriga inchada, como de grávida, por conta de endometrioseInchaço provocado pela endometriose deixava jovem com ‘barriga de grávida’ – Foto: Kennedy News/The Sun/Reprodução

Após o diagnóstico feito com ajuda de exames de imagem, Sarah conseguiu marcar a cirurgia em uma clínica particular. Depois do procedimento, a jovem britânica conta que a vida mudou totalmente e que agora sua vida serve como um exemplo para outras pessoas.

“A dor pós-operatória não foi nada comparada com o que tem acontecido. A dor passou completamente”, completa.

Paciente com roupa hospitalar internada e deitada em cama, enquanto come saladaSarah teve que ser internada para fazer uma cirurgia para a remoção dos tecidos – Foto: Kennedy News/The Sun/Reprodução

O que é endometriose?

De acordo com o MS (Ministério da Saúde), a endometriose é caracterizada pela mudança no funcionamento do organismo por conta da movimentação das células do tecido que revestem o útero (endométrio) se movimentando na cavidade abdominal, provocando dor mesmo fora do período menstrual.

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado por exames laboratoriais e de imagem, além de biópsias.

Sintomas

  • Dor em forma de cólica durante o período menstrual que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação;
  • Fadiga;
  • Diarreia;
  • Dificuldade de engravidar. (a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose).

O tratamento pode variar de acordo com o grau do quadro de cada paciente. Mas pode incluir a prescrição de medicamentos específicos e/ou procedimento cirúrgico, em casos mais graves.

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