Falso e-mail oficial sobre vacina e aumento dos seios é alvo de rastreio em Florianópolis

Prefeitura instaurou procedimento para apurar responsabilidade no caso e recomenda realização de boletim de ocorrência

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Redação ND Florianópolis

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Uma piada de mau gosto sobre a vacinação em Florianópolis terminou em dor de cabeça. A Prefeitura apura a fake news divulgada no Twitter nesta quinta-feira (26) que mostra imagem de falso e-mail “oficial” do órgão pedindo para uma jovem mandar fotos dos seios para verificar se eles cresceram por conta dos efeitos colaterais da vacina da Pfizer.

O perfil oficial da Prefeitura de Florianópolis desmentiu a história em resposta ao próprio tweet com a mentira e agora investiga o caso. “Para tentar rastrear junto aos órgãos de segurança o e-mail de origem, estamos tentando contato com a receptora da mensagem”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Falso e-mail sobre aumento de seios com vacina enviado pela Prefeitura de Florianópolis é fake newsFalso e-mail oficial divulgado com o pedido da foto- Foto: Reprodução/ND

A publicação nas redes foi feita pela jovem que recebeu o comunicado mentiroso. Mesmo com a logomarca, não foi indicado que o assunto era falso, o que levou a publicação a ser lida como denúncia por alguns usuários.

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Algumas pessoas não entenderam a “piada”: marcaram a prefeitura de Florianópolis nos comentários e pediram explicações – outras chegaram mesmo a criticar a gestão. “O que o homem safado não faz por uma foto de peito né”, escreveu uma internauta. Por voltas das 15h30, o tweet já tinha 680 curtidos e 48 comentários.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o e-mail não partiu do órgão. “A Prefeitura não tem um e-mail central como é identificado no print. Cada secretaria e seus setores têm seus próprios e-mails institucionais”, informou em nota. A jovem que recebeu a fake news foi orientada a registrar boletim de ocorrência.

Fake news e pandemia

Em junho deste ano, a Capital registrou outro caso de fake news sobre a vacinação. Na ocasião, uma mensagem sobre o agendamento de vacinação contra a Covid-19 que circulava em grupos na internet também era falsa.

Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, a disseminação de notícias falsas pelas redes sociais podem constituir crime, mas dependem da análise de cada caso – podem ser enquadradas em ofensa a honra, calúnia, injúria, incitação de crime, entre outras.

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