O retorno das cirurgias eletivas que demandam anestesia geral segue suspenso em Santa Catarina por falta de anestésicos na rede hospitalar do Estado, conforme denúncia feita durante sessão na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) na quarta-feira (5).
Nesta sexta (7), a Secretaria de Estado da Saúde) informou que a suspensão se deve a decretos estaduais de enfrentamento à Covid-19 e que o prazo atual de suspensão vence na próxima segunda (10).
“Para vocês terem uma ideia sobre a situação dos anestésicos em solo catarinense, o número represado de cirurgias eletivas gira em torno de 100 mil, uma verdadeira epidemia.” alertou Vicente Caropreso (PSDB).
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Sessão na Alesc nesta quarta-feira (5) – Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL/Divulgação/ND“Algumas situações são simples, outras nem tanto, outras evoluíram para urgentes, é um problema. Os anestesistas têm feito verdadeiros milagres com as drogas disponíveis, adaptando antigos anestésicos disponíveis e têm dado lições de como fazer acontecer. Por isso não são liberadas as cirurgias que usam anestesia geral com sedação”, informou o deputado estadual.
Caropreso, que retornou de audiência com a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, demonstrou preocupação com os rumos da pandemia no estado.
“Liberou para eventos, baladas, clubes noturnos, isso nos preocupa, hoje o número de óbitos foi importante e temos de estar prevenidos para uma eventual piora da situação em Santa Catarina”, avaliou o parlamentar.
A reportagem do ND+ entrou em contato com a SES (Secretaria de Estado da Saúde), que respondeu, em nota, à denúncia do deputado. Confira o que diz a SES:
“A Secretaria de Estado da Saúde informa que as cirurgias eletivas de alta e média complexidade mantêm-se suspensas no Estado até o dia 10 de maio devido à publicação da portaria SES nº 458 de 30 de abril de 2021.
A decisão de prorrogar se deve ao momento delicado que o Estado ainda vem enfrentando frente à pandemia da COVID-19.
A suspensão se refere às unidades que dispõem de leitos de internação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), intermediários ou clínicos, para tratamento das complicações relacionadas à infecção pelo novo coronavírus. Não estão suspensas as urgências e emergências e nem os procedimentos “tempo-sensíveis”, que são aqueles em que a vida do paciente pode estar em risco.
No dia 14 de abril o Estado já havia publicado as portarias nº 393 e 394 autorizando a retomada das cirurgias que não demandam uso de fármacos sedoanalgésicos e analgésicos intravenosos, assim como a retomada de consultas e exames eletivos.”