Falta de medicamentos prejudica atendimento no Hospital de Caridade

Pronto-atendimento do hospital em Florianópolis ficou fechado por três horas na noite de terça-feira (4) devido à falta de anestésicos e relaxantes musculares

Bruna Stroisch Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O recebimento de novos pacientes no pronto atendimento do Hospital de Caridade, em Florianópolis, foi prejudicado pela falta de medicamentos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Pronto atendimento do Hospital de Caridade está prejudicado pela falta de medicamentos – Foto: Anderson Coelho/NDPronto atendimento do Hospital de Caridade está prejudicado pela falta de medicamentos – Foto: Anderson Coelho/ND

De acordo com o secretário municipal de saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, o pronto atendimento do hospital ficou fechado por três horas na noite desta terça-feira (4).

A informação partiu de um ofício emitido pelo Hospital de Caridade e assinado pelo diretor-técnico, o médico João Batista Bonassis Júnior.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O documento, encaminhado às secretarias Estadual e Municipal de Saúde, comunica a impossibilidade de atender novos pacientes no pronto atendimento a partir das 18h, inclusive, para urgências e emergências.

O Hospital de Caridade informou que o pronto atendimento estava funcionando normalmente na manhã desta quarta-feira (5) e não quis se manifestar sobre o fechamento do setor na noite anterior.

A reportagem tentou contato com João Batista Bonassis Júnior, mas não obteve retorno até as 13h.

O hospital filantrópico, no Centro da Capital, foi fundado em 1789 e atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e também por convênios.

Falta de medicamentos

O secretário Carlos Alberto Justo da Silva afirmou que foi comunicado sobre a suspensão de atendimentos e que atua para tentar resolver a situação.

A medida foi tomada, segundo ele, por causa da falta de estoque de insumos necessários para manter pacientes nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva), que necessitassem de entubação e ventilação mecânica. Há a falta de medicamentos como relaxantes musculares e anestésicos.

Ainda conforme o secretário, o hospital havia providenciado a compra desses medicamentos. No entanto, a fábrica fornecedora teria informado que não poderia fazer a entrega diretamente ao hospital porque o Ministério da Saúde havia requerido os insumos para melhor distribuí-los aos hospitais do país.

“O Ministério da Saúde disse que já encaminhou os insumos na terça-feira e que vai repassar para o governo do Estado fazer o levantamento e disponibilizar para os hospitais”, afirmou Carlos Alberto.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que está aguardando o recebimento dos medicamentos, mas não soube definir a data de chegada da remessa.

Situação dos leitos de UTI

Atualmente, para o tratamento da Covid-19, o Hospital de Caridade possui dez leitos de UTI disponibilizados por meio de convênio e dez leitos através da prefeitura municipal.

“Fizemos um acordo para a abertura de mais dez leitos, mas isso não será possível se não tivermos os medicamentos”, alertou o secretário.

Segundo ele, a direção do Hospital de Caridade vai se reunir com o governo do Estado na tarde desta quarta-feira para discutir sobre a disponibilidade dos insumos e o funcionamento dos novos leitos.

Tópicos relacionados