Há cerca de três meses uma preocupação na saúde atingiu o país. O soro fisiológico começou a faltar. Entre os impactos, o reajuste do produto que atualmente chega a passar dos 500%. Em novembro de 2021, o litro do soro custava cerca de R$ 4. O mesmo produto saltou para R$ 9,28 em fevereiro deste ano e para R$ 25 em abril.
Enquanto outras cidades precisam usar de alternativas paliativas, em Joinville, a Fundação Pró Rim mantém e garante o estoque do soro fisiológico.
Desde que produto passou a faltar e encarecer, gestão faz compra de estoque. – Foto: prorimEm conversa com o CEO da Fundação Pró Rim, Maycon Truppel Machado, ele explicou que a administração resolveu investir em estoque. A compra é feita antecipada com 15 a até 30 dias do produto aos pacientes.
SeguirEm alguns municípios, como em Blumenau na Renal Vida, uma diluição do produto é feita para continuar com os tratamentos e economizar o soro existente no local. O que leva mais tempo para o que já demanda em torno de quatro horas por diálise.
O soro fisiológico é fundamental neste tratamento. Por diálise, é necessário 1 litro e fazer uma sessão que assume a função do rim e traz qualidade de vida ao paciente. Em Joinville a Fundação Pró Rim realiza cerca de 6 mil hemodiálises por mês. Até agora nenhum atendimento foi prejudicado.
A falta do soro fisiológico começou a ser sentida no Brasil, no início de 2022. Um dos motivos é a falta da embalagem para o produto, mas agora o conflito na Ucrânia pode também afetar por conta das relações internacionais. O Ministério da Saúde já foi notificado até porque se trata de um tratamento que garante a vida de milhares de pacientes.